O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, tem indicado a interlocutores que pretende ampliar a presença de mulheres em cargos estratégicos do governo caso seja eleito. A proposta inclui ministérios e postos de comando na administração federal.
A movimentação faz parte de uma estratégia eleitoral voltada ao eleitorado feminino, considerado peça-chave na disputa presidencial. As mulheres representam atualmente a maioria do eleitorado brasileiro, com cerca de 82,8 milhões de votantes entre os quase 159 milhões aptos a votar.
Segundo aliados do senador, a ampliação da participação feminina na estrutura do governo é vista como uma forma de fortalecer sua imagem junto a esse público e ampliar a competitividade da candidatura.
A avaliação dentro do grupo político é que a medida pode ajudar Flávio a se diferenciar tanto do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, especialmente no número de mulheres em posições de destaque na Esplanada dos Ministérios.
Estratégia mira eleitorado feminino
Pesquisas eleitorais apontam que o voto feminino deverá ter peso decisivo no próximo pleito. Diante desse cenário, o senador também busca construir uma imagem de perfil mais moderado, em movimento interpretado por aliados como tentativa de ampliar o alcance da candidatura.
Além da sinalização sobre a participação de mulheres no governo, Flávio tem reforçado nas redes sociais conteúdos ligados à vida pessoal e familiar, em uma estratégia para gerar maior proximidade com o eleitorado.
Redução de militares no governo
Outro ponto que vem sendo discutido dentro da pré-campanha é a redução da presença de militares em cargos estratégicos da máquina pública.
A proposta marca uma possível mudança em relação ao modelo adotado no governo de Jair Bolsonaro, período em que integrantes das Forças Armadas ocuparam posições de destaque em diferentes áreas da administração federal.
A sinalização é interpretada como mais um gesto político para reposicionar a candidatura e ampliar o diálogo com setores do eleitorado que defendem um perfil mais técnico e civil na gestão pública.
Mulher pode ser vice na chapa
Dentro da estratégia de campanha, também está em análise a possibilidade de uma mulher compor a chapa presidencial como candidata a vice.
Entre os nomes cogitados nos bastidores estão Priscila Costa e Tereza Cristina.
A definição ainda não foi formalizada, mas a escolha é vista como um movimento importante para ampliar a penetração da candidatura junto ao público feminino e fortalecer a composição política do projeto eleitoral.



