O TRE-RJ mantém mandato de William Coelho após decisão unânime da Corte eleitoral que rejeitou a ação movida pelo suplente do Democracia Cristã (DC). Segundo informações do processo, o pedido alegava suposta infidelidade partidária, mas foi considerado improcedente pelos magistrados.
De acordo com apuração, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro entendeu que não houve irregularidade na saída do vereador William Coelho do partido. A decisão garante a permanência do parlamentar no cargo de vice-presidente da Câmara Municipal do Rio.
Conforme a Corte eleitoral, a desfiliação ocorreu com autorização expressa do próprio partido. O documento apresentado pela defesa, segundo os desembargadores, foi determinante para afastar a acusação de infidelidade partidária.
O relator do caso, Fernando Cerqueira Chagas, destacou que a anuência formal da legenda é suficiente para legitimar a saída sem qualquer penalidade. Ainda segundo o entendimento do tribunal, a concordância partidária elimina um dos principais requisitos para perda de mandato.
A ação foi movida pelo suplente Gilmar Honório, que alegava que o vereador teria deixado o partido sem justificativa legal em novembro de 2025.
No entanto, o tribunal considerou que o conteúdo do documento apresentado pela defesa comprovava autorização clara da legenda. Questionamentos sobre termos utilizados, assinaturas e datas foram analisados, mas não considerados suficientes para invalidar a anuência.
O caso também envolve disputas internas no partido. Segundo informações, o vereador perdeu espaço após mudanças na direção estadual da sigla.
A carta de anuência foi assinada por dirigentes do partido, incluindo Mauro Raphael Cozzolino e o secretário-geral Ciro Borba, que declararam não haver interesse em reivindicar o mandato.
Ainda não há indicação de novos recursos no processo até o momento.


