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Eleições 2026

Crise Política: Flávio Bolsonaro Perde Popularidade e Pena Política no Brasil

Por Atualizado em 23 Jun 2026, 08h49 4 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Reprodução
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A nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) provocou tensão nos bastidores do PL e aumentou a pressão sobre a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Flávio registra 43%.

No levantamento anterior, realizado antes da repercussão do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o banco Master, ambos apareciam empatados com 45%. A nova diferença acendeu um alerta dentro da legenda e também entre partidos do Centrão que acompanham os possíveis impactos políticos da crise.

PL tenta conter desgaste após pesquisa

Nos bastidores, dirigentes do Partido Liberal tentaram minimizar o resultado da pesquisa e afirmaram que a oscilação já era considerada esperada diante da repercussão do caso “Dark Horse”. Ainda assim, aliados admitem reservadamente que existe preocupação com possíveis novos desdobramentos envolvendo o senador.

Segundo integrantes da legenda, o entendimento atual é de que a queda registrada ainda seria reversível e, neste momento, não justificaria uma substituição na disputa presidencial. Mesmo assim, setores do partido avaliam que eventual divulgação de novas provas, imagens ou documentos relacionados ao caso pode ampliar o desgaste político de Flávio Bolsonaro.

O episódio aumentou a cautela entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez lideranças iniciarem uma revisão estratégica da comunicação e da condução política da pré-campanha para 2026.

Crise envolvendo banco Master ampliou pressão

A crise ganhou força após a divulgação de conversas e áudios relacionados a cobranças de dinheiro atribuídas a Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas nos bastidores políticos, o episódio provocou desgaste público e aumentou a desconfiança entre aliados. A situação também passou a ser monitorada de perto por partidos do Centrão e por lideranças que discutem alianças para a eleição presidencial.

Mesmo diante da pressão, integrantes do PL tentaram transmitir segurança após a divulgação do Datafolha. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o resultado ficou “dentro do esperado”.

Já o senador Hamilton Mourão avaliou que a diferença de quatro pontos não seria decisiva neste momento do cenário eleitoral. O deputado Carlos Jordy também afirmou que a oscilação foi pequena diante da dimensão da crise.

O ex-ministro Marcelo Queiroga classificou a candidatura de Flávio Bolsonaro como “forte e resiliente”, segundo declarações dadas após a divulgação da pesquisa.

Centrão acompanha cenário com cautela

O desconforto provocado pela crise também alcançou partidos da federação União Brasil-PP. Segundo apuração política, integrantes do grupo avaliam que Flávio Bolsonaro não demonstrou solidariedade ao senador Ciro Nogueira durante episódios relacionados às investigações envolvendo o banco Master.

Nos bastidores, dirigentes do Centrão afirmam que ainda existe dificuldade para consolidar um apoio formal à candidatura do senador do PL sem maior segurança sobre os possíveis desdobramentos do caso.

Integrantes da federação também passaram a monitorar a evolução das investigações e os possíveis impactos sobre lideranças partidárias que mantiveram relações profissionais com o banco Master.

O presidente do PP, Ciro Nogueira, declarou que considerava o recuo nas pesquisas algo esperado. Questionado sobre eventual apoio formal da federação à candidatura de Flávio Bolsonaro, evitou confirmar qualquer definição neste momento.

Michelle Bolsonaro segue como alternativa no campo conservador

Apesar de o PL afirmar publicamente que não trabalha com substituição de candidatura, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continua sendo vista nos bastidores como uma alternativa eleitoral competitiva dentro do campo conservador.

Segundo integrantes da legenda, Michelle possui forte apelo popular e boa capacidade de mobilização digital. No entanto, aliados afirmam que ela ainda não teria uma estrutura política nacional consolidada para uma disputa presidencial.

Nos próximos meses, dirigentes do PL e lideranças do Centrão devem acompanhar com atenção os desdobramentos das investigações e os reflexos políticos da crise envolvendo o banco Master. O cenário poderá influenciar diretamente as articulações para a eleição presidencial de 2026.

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