Fim da escala 6×1 avança após aprovação na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma proposta que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, substituindo o modelo atual pela escala 5×2. A medida agora seguirá para análise do Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.
De acordo com informações divulgadas após a votação, o texto passou por ajustes durante os debates no Congresso Nacional e contou com participação do governo federal nas negociações. A proposta vem sendo discutida nos últimos meses em meio à pressão de trabalhadores e movimentos sindicais por mudanças nas regras trabalhistas.
Caso o projeto seja aprovado em definitivo, trabalhadores contratados sob o regime tradicional poderão passar a ter dois dias consecutivos de descanso semanal, em substituição ao modelo de seis dias de trabalho para apenas um de folga.
A principal alteração prevista na proposta aprovada pela Câmara é a redução da carga horária semanal para 40 horas. Atualmente, a legislação trabalhista brasileira permite jornadas de até 44 horas semanais.
Além disso, o texto aprovado prevê a substituição gradual da escala 6×1 pela escala 5×2, considerada por defensores da proposta como mais equilibrada para a saúde física e mental dos trabalhadores.
Segundo parlamentares favoráveis à medida, a mudança busca modernizar as relações de trabalho e aproximar o Brasil de modelos já adotados em outros países.
Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta ainda não entrou em vigor. O texto seguirá agora para análise do Senado Federal, onde poderá sofrer novas alterações antes de retornar para sanção presidencial.
Conforme apuração política em Brasília, o tema deve gerar novos debates entre representantes do setor empresarial, sindicatos e integrantes do governo.
Parlamentares contrários à proposta demonstraram preocupação com possíveis impactos econômicos, principalmente para pequenas empresas e setores que operam em escalas contínuas.
Nos últimos meses, o debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou grande repercussão nas redes sociais, impulsionado por relatos de trabalhadores sobre desgaste físico, saúde mental e dificuldades de conciliar trabalho e vida pessoal.
Especialistas em relações trabalhistas afirmam que a discussão passou a ter maior relevância após mudanças no mercado de trabalho e aumento das cobranças por qualidade de vida no ambiente profissional.
Já defensores do setor produtivo alertam para possíveis impactos em custos operacionais e necessidade de adaptação das empresas.
Segundo informações divulgadas durante a tramitação da proposta, representantes da Presidência da República participaram das negociações para construção do texto final aprovado na Câmara.
A expectativa agora é que o Senado analise o projeto nas próximas semanas. Caso seja aprovado sem alterações, o texto seguirá diretamente para sanção presidencial.
O avanço da proposta representa uma das discussões trabalhistas de maior repercussão recente no Congresso Nacional e deve continuar mobilizando trabalhadores, sindicatos, empresários e lideranças políticas em todo o país.
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