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Ex-dirigentes do RioPrevidência viram alvo da PF

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo aplicações financeiras ligadas ao Banco Master. Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, além de ex-dirigentes do RioPrevidência e um empresário apontado nas investigações.

Segundo informações da PF, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no estado do Rio de Janeiro. Conforme apuração, dois celulares teriam sido apreendidos na residência do ex-governador.

PF investiga aportes bilionários ligados ao Banco Master

De acordo com as investigações, o foco da nova fase da operação são aplicações realizadas pelo RioPrevidência em fundos e produtos financeiros relacionados ao Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, os primeiros levantamentos identificaram investimentos de R$ 970 milhões realizados entre outubro de 2023 e julho de 2024. Os valores já haviam aparecido durante a Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro deste ano.

Nesta nova etapa, os investigadores afirmam ter localizado outras movimentações financeiras que somam aproximadamente R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024.

Com isso, segundo investigação da PF, o volume total de recursos transferidos pelo fundo previdenciário estadual para operações ligadas ao Banco Master pode chegar a cerca de R$ 3 bilhões.

Quem são os investigados

Além do ex-governador Cláudio Castro, a operação também tem como alvos ex-integrantes da estrutura do RioPrevidência.

Entre os investigados estão:

  • Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do RioPrevidência;
  • Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos do órgão;
  • Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de operações e investimentos;
  • Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de controle interno e auditoria;
  • Ricardo Siqueira, empresário citado nas investigações.

Segundo a PF, os mandados têm como objetivo reunir novos documentos, aparelhos eletrônicos e informações que possam aprofundar as apurações sobre a destinação dos recursos públicos aplicados.

A nova ofensiva da Polícia Federal amplia a repercussão política em torno da gestão estadual do Rio de Janeiro e das movimentações financeiras envolvendo fundos previdenciários públicos.

O caso também volta a colocar em debate a fiscalização de investimentos realizados por institutos de previdência, tema que já vem sendo acompanhado por órgãos de controle e pelo mercado financeiro.

Nos bastidores políticos do Rio de Janeiro, a operação gerou forte repercussão devido ao volume bilionário das aplicações investigadas e à presença de ex-integrantes do alto escalão estadual entre os alvos.

A investigação segue em andamento e, até o momento, não houve divulgação de denúncia formal ou condenação dos citados. As autoridades apuram se houve irregularidades nas operações financeiras realizadas.

O avanço da operação também deve aumentar a pressão por esclarecimentos públicos sobre os critérios adotados nos investimentos realizados pelo RioPrevidência.

 

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