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Economia

Condomínio sobe acima da inflação no Rio e pode chegar a até 40% do aluguel

Rio de Janeiro3 min de leitura
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Condomínio sobe acima da inflação no Rio e pode chegar a até 40% do aluguel
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A taxa de condomínio residencial aumentou acima da inflação na maior parte dos bairros do Rio de Janeiro analisados pelo Secovi-Rio. Entre julho de 2025 e junho de 2026, o Centro registrou a maior alta, de 11,8%, enquanto o IPCA acumulado no período ficou em 4,64%.

O levantamento mostra ainda que o peso da despesa pode ser significativo para quem procura um imóvel para alugar. Na Zona Norte, por exemplo, o condomínio pode representar até 40,7% do valor do aluguel residencial.

A diferença entre o aluguel e a taxa condominial tem levado moradores a reverem escolhas de imóveis, principalmente em regiões onde as despesas mensais aumentaram de forma mais acelerada.

A aposentada Márcia Maria Longras, que há cerca de um ano procura um apartamento em Copacabana, relatou que encontrou imóveis dentro do orçamento planejado, mas acabou desistindo de algumas opções devido ao valor do condomínio.

Centro lidera os reajustes

Entre os 20 bairros analisados pelo Secovi-Rio, o Centro apresentou o maior aumento no período, com 11,8%. Na sequência aparecem Jardim Botânico, com alta de 9,3%, e Botafogo, com 8,9%.

Campo Grande registrou reajuste de 4,2%, enquanto a Lagoa teve aumento de 3,3%. Foram os únicos bairros destacados no levantamento em que a alta ficou abaixo do IPCA acumulado de 4,64%.

Os dados mostram como a elevação das despesas condominiais pode afetar diretamente o custo final de moradia, especialmente para famílias que precisam considerar aluguel e condomínio no mesmo orçamento.

Na comparação entre os bairros, o peso do condomínio também varia conforme o tipo de imóvel. Na Zona Norte, a despesa residencial pode chegar a 40,7% do aluguel, enquanto em imóveis comerciais essa proporção alcança 85,6%.

Inadimplência aumenta pressão

Especialistas do setor apontam a inadimplência como um dos fatores que ajudam a elevar os custos dos condomínios. Segundo Gabriela Mattos, administradora condominial que atua em mais de 20 empreendimentos, o problema está presente em grande parte dos prédios administrados por ela.

A dificuldade de manter os pagamentos em dia pode aumentar a necessidade de cobrança e de acordos com moradores. Para reduzir os impactos, administradores buscam estabelecer procedimentos de cobrança e estimular a regularização das dívidas.

A situação acaba sendo considerada na gestão financeira dos condomínios, que precisam manter serviços essenciais mesmo diante de eventuais atrasos nos pagamentos das cotas.

Água vira uma das maiores despesas

O custo da água também aparece entre os principais fatores de pressão sobre as contas dos condomínios no Rio. Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), afirma que a despesa ganhou participação significativa no orçamento de alguns empreendimentos.

Segundo ele, enquanto a água costumava representar cerca de 7% a 8% do orçamento total de um condomínio, há casos em que essa parcela chegou a 45%.

Além da água, os investimentos em segurança também contribuem para o aumento das despesas. Condomínios têm ampliado o efetivo nas portarias e adotado tecnologias para reforçar o controle de acesso e a proteção dos moradores.

Segurança também impacta a taxa

A necessidade de reforçar a segurança tem levado condomínios a investir em novos equipamentos e em mais profissionais nas portarias. Essas despesas adicionais acabam incorporadas ao orçamento dos empreendimentos.

O aumento dos custos com pessoal, água, manutenção, segurança e combate à inadimplência pode resultar em taxas condominiais mais elevadas para os moradores.

Para quem está procurando um imóvel no Rio, o levantamento reforça a importância de considerar a taxa de condomínio junto com o aluguel antes de fechar um contrato, já que a despesa pode representar uma parcela expressiva do orçamento mensal.

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