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Justiça

Ex-presidente da Rioprevidência é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades

Rio de Janeiro3 min de leituraAtualizado em 3/07/2026 às 23h39
Expresso Rio
Imagem: Reprodução
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A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma nova fase da Operação Compliance Zero e voltou a mirar o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que já está preso em decorrência de investigações anteriores. A ação também teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em meio ao avanço das apurações sobre investimentos suspeitos envolvendo recursos públicos e fundos ligados ao Banco Master.

Segundo informações divulgadas pela PF, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em um apartamento de Cláudio Castro, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, além de um imóvel ligado a Deivis Marcon Antunes, em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense.

Conforme apuração, a oitava fase da operação investiga movimentações financeiras relacionadas ao Rioprevidência, fundo responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro.

PF amplia investigação sobre investimentos do Rioprevidência

De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e também em Brasília.

A investigação busca aprofundar suspeitas envolvendo aplicações financeiras realizadas pelo Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master. Segundo investigadores, os investimentos passaram a ser analisados após indícios de possíveis irregularidades na gestão dos recursos públicos.

O caso voltou a ganhar repercussão nacional por envolver figuras centrais da política fluminense e pela dimensão financeira dos valores administrados pelo fundo previdenciário estadual.

A operação ocorre em um momento de forte atenção sobre órgãos públicos ligados ao sistema previdenciário e à administração financeira do estado do Rio de Janeiro.

Ex-presidente do Rioprevidência já está preso

Deivis Marcon Antunes já havia sido preso anteriormente no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Mesmo detido, ele voltou a ser alvo de buscas nesta nova etapa da Operação Compliance Zero.

Segundo investigação, a PF busca reunir novos documentos, equipamentos eletrônicos e registros que possam auxiliar no avanço das apurações envolvendo contratos, aplicações financeiras e possíveis decisões tomadas durante sua gestão à frente do Rioprevidência.

Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado oficialmente sobre os mandados cumpridos nesta terça-feira.

A nova ofensiva da Polícia Federal amplia a pressão política sobre nomes ligados ao governo do Rio de Janeiro e volta a colocar o estado no centro de investigações envolvendo gestão de recursos públicos.

Nos bastidores políticos, a operação repercutiu entre parlamentares, integrantes do governo estadual e setores do mercado financeiro devido ao impacto institucional das investigações.

O avanço da operação também deve aumentar a cobrança por transparência sobre os investimentos realizados por fundos públicos e órgãos previdenciários estaduais.

Conforme especialistas do setor, o Rioprevidência possui papel estratégico na administração de recursos bilionários destinados ao pagamento de aposentadorias e benefícios de servidores estaduais.

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