O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, afirmou que o pagamento de R$ 249 mil realizado à empresária Roberta Luchsinger teve como origem a quitação de um empréstimo pessoal. Em nota divulgada nesta terça-feira (4), ele negou qualquer irregularidade na operação e informou que disponibilizou seus sigilos bancário e fiscal à Justiça.
Segundo Marcola, toda a movimentação financeira ocorreu por meio de transferência bancária e possui natureza exclusivamente privada. O ex-assessor destacou que a abertura de seus dados financeiros tem como objetivo demonstrar que a transação se limitou ao empréstimo, sem qualquer relação com atividades ilícitas.
Ele também informou que já constituiu defesa jurídica e orientou seus advogados a apresentar todos os documentos necessários para esclarecer os fatos perante as autoridades responsáveis pela investigação.
Esclarecimentos apresentados à Justiça
Na manifestação, Marcola afirmou que sempre conduziu sua atuação pública com ética, transparência e compromisso. Segundo ele, a resposta às suspeitas será baseada em documentos, registros bancários e colaboração integral com a Justiça.
O ex-chefe de gabinete ressaltou ainda que pretende demonstrar, por meio da documentação apresentada, que a operação financeira ocorreu dentro da legalidade e não possui ligação com qualquer esquema investigado pelas autoridades.
A defesa sustenta que a transferência corresponde apenas ao pagamento de um compromisso financeiro firmado entre particulares e que não houve qualquer benefício indevido decorrente da operação.
Investigação da Polícia Federal
O nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro surgiu durante investigações da Polícia Federal que apuram a atuação de um grupo suspeito de utilizar influência política em negociações envolvendo o mercado de cannabis medicinal e pessoas ligadas ao governo federal.
Nesse contexto, a empresária Roberta Luchsinger também é investigada em procedimentos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é alvo de inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência.
As investigações buscam esclarecer a origem e a finalidade de recursos movimentados pela empresária, apontada pela Polícia Federal como responsável por prospectar contratos com órgãos públicos.
Relações investigadas
Além das apurações relacionadas ao mercado de cannabis medicinal, os investigadores também analisam a relação de Roberta Luchsinger e Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados.
O pagamento realizado por Marcola foi inicialmente divulgado pelo Poder360 e posteriormente confirmado por outros veículos de imprensa. Oficialmente, o ex-chefe de gabinete deixou o cargo no Palácio do Planalto para atuar na campanha de reeleição do presidente Lula.
As investigações continuam em andamento, enquanto a Polícia Federal busca esclarecer todas as circunstâncias envolvendo as movimentações financeiras e as relações entre os investigados.




