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Política

Estado amplia fiscalização contra desmatamento na Mata Atlântica e aplica mais de R$ 800 mil em multas

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Uma força-tarefa de combate ao desmatamento na Mata Atlântica ampliou as ações de fiscalização ambiental em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro ao longo de agosto. Segundo dados divulgados pelos órgãos envolvidos, foram fiscalizados 168 alertas de possível supressão de vegetação em 64 municípios, abrangendo uma área total de 314,01 hectares.

As fiscalizações resultaram na aplicação de mais de R$ 800 mil em multas, além de 225 medidas administrativas. As sanções decorrem das constatações realizadas durante a operação e estão sujeitas aos procedimentos administrativos previstos na legislação ambiental, incluindo eventual apresentação de defesa ou recurso pelos responsáveis autuados.

A iniciativa faz parte da Operação Mata Atlântica em Pé, mobilização realizada nos 17 estados brasileiros que possuem áreas do bioma. No Rio de Janeiro, os trabalhos foram coordenados pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com participação do Ministério Público e de administrações municipais.

Fiscalização utiliza imagens de satélite e vistorias presenciais

Dos 168 alertas analisados, 33 foram avaliados exclusivamente por meio remoto, enquanto 62 passaram apenas por fiscalização presencial. Outros 73 locais foram submetidos às duas modalidades de verificação, combinando análise tecnológica e inspeções diretamente nas áreas indicadas.

Parte dos alertas foi identificada por ferramentas de monitoramento, como a plataforma MapBiomas, e encaminhada pelo Ministério Público para avaliação dos órgãos ambientais. No âmbito do Inea, as informações foram analisadas pela Gerência de Gestão do Território (Gerget), que também participou do planejamento das fiscalizações.

Ao todo, 81 polígonos relacionados a possíveis áreas de desmatamento enviados pelo Ministério Público foram incluídos na programação. A análise prévia das imagens permitiu direcionar as equipes para locais considerados prioritários e verificar, em campo, se havia elementos capazes de caracterizar infrações ambientais.

Monitoramento por satélite amplia alcance da operação

As equipes também utilizaram informações do programa Olho no Verde, sistema de monitoramento por imagens de satélite que completa dez anos em 2026. A ferramenta permite identificar alterações na cobertura vegetal em diferentes regiões do território fluminense e indicar áreas que precisam de avaliação técnica mais detalhada.

De acordo com o balanço da operação, a utilização de tecnologias de monitoramento permitiu incluir áreas que inicialmente não estavam entre os alertas encaminhados pelo Ministério Público. A estratégia reuniu imagens de satélite, análises técnicas e vistorias presenciais para ampliar a capacidade de fiscalização.

Os números registrados em 2026 representam crescimento em relação à operação realizada no ano anterior. Em 2025, segundo os dados apresentados, foram fiscalizados 36 alertas em 14 municípios, abrangendo 101,43 hectares. Neste ano, foram 168 alertas e 64 municípios alcançados.

A área fiscalizada também passou para 314,01 hectares. Para organização das ações, os órgãos informaram terem sido empregadas mais de 60 horas em análises, reuniões com representantes municipais, seleção de áreas prioritárias, capacitação de servidores e planejamento das equipes de fiscalização.

Durante a operação, os fiscais receberam ainda orientações sobre procedimentos administrativos e sobre o uso do sistema Survey123, ferramenta utilizada para registrar e acompanhar as informações coletadas em campo.

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