Esta manchete está na capa do Estadão desde as 11h:

‘Aniversário general’: coronel da PM tinha grupo no WhatsApp com ‘companheiro’ do PCC, aponta MP

Logo abaixo, o jornal informa:

Luiz Carlos Pereira Martins intermediava contatos políticos e fazia festas com Cléber Azevedo dos Santos, operador financeiro da facção; ‘Estadão’ pediu manifestação da PM e busca contato direto com os citados.

Onde isso aconteceu? No Pará, em Pernambuco? Não, em São Paulo. Mas o nome do Estado não aparece na manchete.

Nem o nome do comandante em chefe da PM, Tarcísio de Freitas. A PM com oficiais da cúpula articulados com o PCC não é de São Paulo nem está sob as ordens de Tarcísio.

No início da tarde, o Estadão reformulou a manchete, que ficou assim:

Coronel da PM tinha grupo no WhatsApp com ‘companheiro’ do PCC, aponta MP

Os nomes de São Paulo e de Tarcísio continuaram escondidos. Os PMs podem, quem sabe, ser de Marte.