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Espanha dá ultimato à Itália após bloqueio de fronteiras

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez deu nesta sexta (7) um ultimato à Itália para que retome a livre circulação de pessoas com a Espanha e ameaçou adotar “medidas proporcionais” caso Roma mantenha as restrições até domingo (9).

A Itália interrompeu temporariamente o acordo com a Espanha após a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África. A decisão fechou as fronteiras aéreas e marítimas entre os dois países e impôs inspeções obrigatórias a passageiros que chegam à Itália a partir do território espanhol.

Em documento oficial citado pelas agências Ansa e EFE, o governo espanhol classificou a medida como sem precedentes e afirmou que a Itália não avisou Madri previamente. As autoridades espanholas também contestaram os argumentos usados por Roma para justificar os controles.

O comunicado alega que nenhum dos migrantes que entrou irregularmente em Ceuta na semana passada poderia circular livremente pelo espaço Schengen. O texto afirma que quase todos já retornaram ao Marrocos e que a Espanha controlou a situação.

Itália cita segurança e defesa das fronteiras europeias

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, defendeu a suspensão temporária. “A suspensão temporária do espaço Schengen com a Espanha é uma decisão necessária para proteger a segurança dos nossos cidadãos e defender as fronteiras da Europa”, afirmou.

O Acordo de Schengen eliminou controles internos de fronteira em grande parte da Europa, mas permite que países participantes restabeleçam verificações temporárias diante de ameaças à ordem pública ou à segurança interna. Crises migratórias, risco de terrorismo e grandes eventos podem fundamentar esse tipo de medida.

A resposta espanhola também apontou que a Itália registrou o maior número de travessias irregulares entre os países da União Europeia nos últimos anos, conforme dados da Frontex. Madri afirmou que não impôs controles contra os italianos mesmo diante desse cenário.

O governo de Sánchez citou ainda a acolhida de parte dos migrantes chegados a Lampedusa em 2023 e a abertura repetida de portos espanhóis para resgates na rota do Mediterrâneo central. Se a Itália não revogar as restrições até o fim de domingo, a Espanha diz que tomará medidas para proteger “os interesses e a dignidade de seus cidadãos”.

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