Pular para o conteúdo
Economia

Embraer está no momento de desafiar Boeing e Airbus, avalia Economist

Por 2 min de leitura Expresso Rio
embraer-esta-no-momento-de-desafiar-boeing-e-airbus,-avalia-economist
Embraer está no momento de desafiar Boeing e Airbus, avalia Economist
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto

A Embraer vive uma oportunidade rara para ampliar sua presença na aviação comercial e desafiar o domínio de Airbus e Boeing, avaliou a revista britânica The Economist. A análise cita o aumento da demanda por aeronaves brasileiras e os problemas de entrega enfrentados pelas duas maiores fabricantes do setor.

A publicação afirma que a companhia brasileira tem passado por “alguns anos extraordinários”, com procura crescente por aviões comerciais menores, jatos executivos e aeronaves militares. Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, disse que a empresa ainda vê espaço para “um crescimento substancial” nos próximos anos.

A fabricante entregou 141 aeronaves em 2021 e pode alcançar 255 unidades neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões, enquanto suas ações acumulavam valorização de cerca de dez vezes desde o início de 2021.

Airbus e Boeing acumulam aproximadamente 16 mil encomendas e impõem espera de até dez anos para alguns modelos, segundo a revista. A procura por voos diretos entre aeroportos menores também favorece aviões de menor porte, segmento no qual a companhia brasileira tem presença consolidada.

Projeto de avião maior exigiria US$ 10 bilhões e parceiros

A possibilidade mais ambiciosa seria desenvolver um avião comercial maior para competir diretamente com os modelos de corredor único de Airbus e Boeing. As duas gigantes devem apresentar substitutos para suas aeronaves mais vendidas apenas no fim da década de 2030, o que poderia abrir espaço para uma nova concorrente.

A The Economist pondera que romper o duopólio exigiria uma operação de alto risco. O desenvolvimento de um novo modelo custaria perto de US$ 10 bilhões e dependeria de parceiros para dividir o financiamento e a estrutura industrial do programa.

A tentativa da canadense Bombardier de entrar nessa disputa fracassou, e o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já aconselhou a Embraer a “pensar duas vezes” antes de seguir esse caminho. Gomes Neto, por sua vez, afirmou que a companhia está “muito confortável com a situação que temos hoje”.

Terceira maior fabricante mundial de jatos comerciais e líder no segmento de aeronaves com até 150 assentos, a Embraer tem sede em São José dos Campos, no interior paulista. Fundada em 1969 para produzir o Bandeirante, a empresa já entregou mais de 9 mil aeronaves a clientes de mais de 100 países.

Ouvir texto Pronto