O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresente informações em até 48 horas sobre a viagem internacional do deputado federal Mario Frias ao Bahrein. A decisão busca esclarecer a situação funcional do parlamentar e detalhes da suposta missão oficial alegada durante a estadia no exterior.
Segundo a decisão, o STF quer entender se a viagem ocorreu em caráter institucional e quais atividades oficiais teriam sido desempenhadas pelo deputado durante o período fora do país.
A cobrança do ministro Flávio Dino acontece após o Supremo enfrentar dificuldades para intimar Mario Frias a prestar esclarecimentos em uma investigação relacionada ao envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares.
De acordo com a denúncia apresentada pela deputada Tabata Amaral ao STF, os recursos teriam sido destinados ao Instituto Conhecer Brasil, organização ligada à produção do filme Dark Horse, obra que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.
Conforme a representação enviada ao Supremo, a investigação busca apurar a regularidade dos repasses e possíveis conexões entre entidades envolvidas no financiamento cultural.
A ação apresentada ao STF também questiona recursos destinados à Academia Nacional de Cultura, à Go Up Entertainment e à Conhecer Brasil Assessoria.
Segundo a denúncia, as entidades fariam parte de um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”, supostamente coordenado pela produtora cultural Karina Ferreira da Gama, apontada como ligada à produção do filme.
Até o momento, não há condenação judicial relacionada ao caso. O processo segue em fase de apuração e coleta de informações por parte do Supremo Tribunal Federal.
A decisão de Flávio Dino amplia a pressão política sobre a Câmara dos Deputados e sobre Mario Frias em meio às discussões envolvendo emendas parlamentares e financiamento de projetos culturais.
Nos bastidores de Brasília, o caso vem sendo acompanhado por parlamentares da base governista e da oposição devido ao potencial impacto político das investigações.
O STF aguarda agora a resposta oficial de Hugo Motta para definir os próximos passos da apuração.




