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Política

Deputados acionam MP contra Ricardo Nunes por chamar Haddad de “professorzinho”

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Deputados acionam MP contra Ricardo Nunes por chamar Haddad de “professorzinho”
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Deputados do PSOL acionaram o Ministério Público de São Paulo contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB) depois de ele chamar o ministro Fernando Haddad (PT) de “professorzinho de nariz empinado” durante a convenção estadual do Republicanos, no sábado (01). Os parlamentares pedem uma retratação à categoria docente e medidas para impedir o uso depreciativo da profissão por autoridades. Com informações de Folha de S.Paulo.

A representação no MP foi assinada pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP) e pelo vereador paulistano Celso Giannazi (PSOL). Para eles, Nunes empregou a expressão em tom de menosprezo e associou a atividade de professor a uma condição inferior.

“Quando o próprio prefeito utiliza a palavra ‘professor’ como ofensa, a desvalorização deixa de ser apenas retórica e adquire evidente dimensão institucional”, afirmam os parlamentares no documento encaminhado ao Ministério Público.

Nunes atacou Haddad ao falar sobre a disputa pelo governo paulista. O prefeito declarou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “vai dar um coro” no petista e vencer no primeiro turno.

Representação cita violência simbólica contra educadores

Na sequência, o prefeito disse: “Não podemos ter aqui um governador incompetente que não cuidou da cidade, um professorzinho de nariz empinado, incompetente e sem vergonha”. Haddad foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016 e é professor universitário.

Os três parlamentares também enviaram uma representação ao Observatório Nacional de Violência contra Professores. Eles solicitaram que a entidade repudie a fala de Nunes e registre o episódio como caso de violência simbólica contra profissionais da educação.

O documento sustenta que ataques a educadores não se limitam a agressões físicas. “Também se manifesta por meio da violência simbólica, do discurso de desqualificação profissional e da construção de narrativas que diminuem a importância social da docência”, dizem os autores da representação.

O pedido ao MP inclui a adoção de providências extrajudiciais para que autoridades públicas deixem de usar a profissão docente como forma de ofensa ou desqualificação. As representações foram protocoladas após a convenção do Republicanos no Ginásio do Ibirapuera.

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