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Política

Decisão de Moraes não viola liberdade de imprensa, diz jurista

2 min de leitura Expresso Rio
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Decisão de Moraes não viola liberdade de imprensa, diz jurista
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Por Roque Citadini, publicado nas redes sociais do autor

A discussão sobre o despacho do ministro Alexandre de Moraes, que mandou investigar um grupo de criminosos do Maranhão que organizava ações contra o ministro Flávio Dino, mudou de tom na mídia.

No início, a gritaria na imprensa apresentava o fato como um caso gravíssimo de violação constitucional que comprometeria a democracia no país.

Agora, mudou para “preocupação” com os desdobramentos futuros da revelação de que as “s” organizavam um crime e repassavam as informações a um jornalista para publicar.

Não há violação alguma do princípio do sigilo da , mas há um crime que não pode ficar escondido, porque ele foi usado para que o jornalismo o divulgasse.

Diferentemente do que a mídia disse nos primeiros dias, o ato do ministro Moraes é amplamente aplicado no mundo todo.

Não existe essa proteção férrea à que usa a imprensa para praticar um ato criminoso.

Mas, então, por que a mídia quer essa proteção total das s que fornecem notícias?

Por um motivo simples: a mídia quer que acreditemos que todas as notícias com denúncias que vêm a público são movidas por interesses nobres, elevados, republicanos e quase santos, de apenas informar.

Não.

Muitas denúncias que aparecem na mídia são alimentadas pelos piores interesses, nada nobres ou republicanos, e a mídia não quer que saibamos que, no nascedouro, era uma montagem que não poderia ser revelada.

É essa a preocupação da mídia.

Há centenas e centenas de denúncias que a mídia abraçou e que eram manobras de grupos com os piores interesses.

E a mídia não quer que saibamos que existem jornalistas dispostos a entrar nesse círculo, com todos os interesses que o mercado criou.

No caso do Maranhão, não há perseguição à . Há a perseguição de um crime.

E este fato é mais comum do que a mídia quer nos fazer acreditar.

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