Por Roque Citadini, publicado nas redes sociais do autor
A discussão sobre o despacho do ministro Alexandre de Moraes, que mandou investigar um grupo de criminosos do Maranhão que organizava ações contra o ministro Flávio Dino, mudou de tom na mídia.
No início, a gritaria na imprensa apresentava o fato como um caso gravíssimo de violação constitucional que comprometeria a democracia no país.
Agora, mudou para “preocupação” com os desdobramentos futuros da revelação de que as “s” organizavam um crime e repassavam as informações a um jornalista para publicar.
Não há violação alguma do princípio do sigilo da , mas há um crime que não pode ficar escondido, porque ele foi usado para que o jornalismo o divulgasse.
Diferentemente do que a mídia disse nos primeiros dias, o ato do ministro Moraes é amplamente aplicado no mundo todo.
Não existe essa proteção férrea à que usa a imprensa para praticar um ato criminoso.
Mas, então, por que a mídia quer essa proteção total das s que fornecem notícias?
Por um motivo simples: a mídia quer que acreditemos que todas as notícias com denúncias que vêm a público são movidas por interesses nobres, elevados, republicanos e quase santos, de apenas informar.
Não.
Muitas denúncias que aparecem na mídia são alimentadas pelos piores interesses, nada nobres ou republicanos, e a mídia não quer que saibamos que, no nascedouro, era uma montagem que não poderia ser revelada.
É essa a preocupação da mídia.
Há centenas e centenas de denúncias que a mídia abraçou e que eram manobras de grupos com os piores interesses.
E a mídia não quer que saibamos que existem jornalistas dispostos a entrar nesse círculo, com todos os interesses que o mercado criou.
No caso do Maranhão, não há perseguição à . Há a perseguição de um crime.
E este fato é mais comum do que a mídia quer nos fazer acreditar.




