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Datafolha: Maioria dos brasileiros ignora decisão do Senado em relação ao processo de impeachment do presidente do STF

Por Expresso Rio · 18 de Maio de 2026 · 12:18 ·2 min de leitura
Datafolha: Maioria dos brasileiros ignora decisão do Senado em relação ao processo de impeachment do presidente do STF
Datafolha: Maioria dos brasileiros não soube que Senado rejeitou Messias ao STF
Jorge Messias no STF tem vários impasses e costuras para que o fato dê como certo
O candidato a vaga do STF, Jorge Messias. Foto: Daniel Estevão/AGU

Pesquisa Datafolha mostra que 59% dos brasileiros não souberam que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O advogado-geral da União foi barrado em 29 de abril, em uma derrota histórica para o governo Lula. Com informações da Folha de S.Paulo.

Entre os 41% que disseram ter tomado conhecimento do caso, 19% afirmaram estar bem informados, 18% mais ou menos informados e 4% mal informados. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento também perguntou sobre o impacto político da rejeição. Entre os entrevistados que souberam do episódio, 53% disseram que a derrota deixou o governo mais fraco, enquanto 7% avaliaram que ele saiu mais forte. Outros 36% disseram que o caso não interferiu na força do governo.

A rejeição teve baixo alcance inclusive entre eleitores de Lula. Segundo o Datafolha, 61% desse grupo não soube do episódio. Entre os que declaram voto em Flávio Bolsonaro, o índice foi de 50%. Entre eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, a taxa chegou a 72%.

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O presidente Lula junto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Reprodução

Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, em votação secreta. Para ser aprovado, precisava de ao menos 41 votos. Foi a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou uma indicação de um presidente da República ao STF.

Apesar da derrota, Lula disse a aliados que pretende insistir no nome de Jorge Messias para a vaga. A hipótese pode abrir uma disputa jurídica, já que uma norma do Senado de 2010 impede a reapreciação, no mesmo ano, de uma autoridade rejeitada pela Casa.

O impasse também envolve Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que patrocinou a derrota de Jorge Messias e pode travar nova indicação ainda em 2026. Durante a sabatina, Sergio Moro (PL-PR) defendeu que a vaga fosse preenchida apenas no próximo mandato, por quem vencer a eleição presidencial.

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