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Política

Os senadores Damares Alves ao lado de Flávio Bolsonaro.

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Os senadores Damares Alves ao lado de Flávio Bolsonaro.
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu não responder publicamente à queixa de Damares Alves (Republicanos-DF) sobre ataques que passou a receber de setores da direita e de aliados do senador. A orientação interna é reduzir a tensão e evitar uma briga aberta com a parlamentar. Com informações de Bela Megale, no Globo.

Reservadamente, integrantes da campanha mantêm críticas à senadora. O argumento desses aliados é que Damares não trabalhou diretamente com o grupo, nem mesmo na elaboração do programa de governo de Flávio.

Aliados de Damares reconhecem que ela não participou pessoalmente das reuniões do plano de governo, mas afirmam que a senadora indicou pessoas de sua equipe para atuar nessa frente. A divergência passou a envolver a área de direitos humanos, tema associado à trajetória política da parlamentar.

O novo atrito começou depois que Damares disse ao Metrópoles que não colaboraria mais com o plano de governo de Flávio nessa área. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.

Depois da repercussão, Damares procurou integrantes da campanha de Flávio para dizer que não havia rompido com o senador. A parlamentar também usou discurso no Senado, na segunda-feira (13), para afirmar que o filho de Jair Bolsonaro continua sendo seu candidato.

“Eu estou apanhando porque supostamente abandonei o candidato da direita. Bem, a direita tem mais de um pré-candidato agora. A direita não tem só um pré-candidato, tem mais de um, mas o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Bolsonaro é o Flávio”, disse Damares.

A senadora se definiu como bolsonarista e reforçou a vinculação ao nome escolhido pelo ex-presidente. “Eu sou uma bolsonarista e o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo (ex-)presidente Bolsonaro e eu sou do time”, declarou.

Damares também cobrou publicamente os grupos de direita que a atacaram após a entrevista. “Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador”, afirmou durante a sessão.

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