Crise na Saúde do RJ vira alvo de discurso na Alerj nesta semana; entenda o caso.

Expresso Rio
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Os municípios do interior do Rio de Janeiro, especialmente nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, enfrentam um cenário de crescente pressão sobre os serviços de saúde e escassez de recursos para custeio da rede pública.

O tema voltou ao centro do debate nesta semana durante sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) fez críticas à condução da Secretaria Estadual de Saúde e citou o deputado federal Dr. Luizinho (PP) ao comentar a gestão e a distribuição de recursos.

Durante o pronunciamento, Thiago Rangel afirmou que havia um acordo para que o Governo do Estado destinasse repasses mensais a 14 municípios do Noroeste Fluminense, considerados de menor capacidade financeira.

Segundo o parlamentar, o valor seria de R$ 300 mil mensais por município para apoio ao custeio da saúde.

“Oram, o que custa isso para o governo do Estado do Rio de Janeiro? Custa nada”, declarou o deputado na tribuna da Alerj.

Rangel também criticou a atuação da então secretária estadual de Saúde, Cláudia Mello, que já foi substituída por Roberto Damião, conforme portaria do governo estadual.

Em seu discurso, o deputado afirmou que havia influência política na condução da pasta e citou o deputado federal Dr. Luizinho.

“É lamentável a conduta desta secretária à frente da pasta. Na verdade, o secretário era Dr. Luizinho porque ela era, na verdade, nada menos que uma marionete dele”, afirmou.

O parlamentar ainda alegou que haveria direcionamento de recursos a municípios específicos e questionou critérios de distribuição e contratos ligados à pasta.

Segundo Thiago Rangel, a falta de transparência na Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro também tem sido um problema recorrente, especialmente na interlocução com municípios do interior.

Ele afirmou que pedidos de informação feitos ao órgão não teriam sido respondidos e que prefeitos da região enfrentariam dificuldades para conseguir agendas e respostas institucionais.

“Tenho feito diversos pedidos de informações à Secretaria de Saúde, sempre negados e nunca respondidos”, declarou.

O deputado afirmou ainda que pretende dar continuidade aos pedidos de informação e encaminhar contratos que considera sensíveis para investigação ao Ministério Público.

“Vou dar continuidade aos meus pedidos de informação, inclusive encaminhando todos os contratos que considerei suspeitos ao Ministério Público”, disse.

Rangel também declarou que seu nível de tolerância com a situação da saúde estadual se esgotou e citou impactos diretos em municípios como Campos dos Goytacazes e outras cidades do interior fluminense.

O discurso reforça o clima de tensão política em torno da gestão da saúde no estado do Rio de Janeiro e abre espaço para novos desdobramentos na Alerj e em órgãos de controle.

Até o momento, as declarações feitas na tribuna seguem no campo político e podem ser analisadas por instâncias administrativas e de fiscalização, caso avancem formalmente.

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