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Política

Couto anuncia recuperação de R$ 3,4 bilhões do RioPrevidência após crise no Banco Master

Por Atualizado em 3 Jul 2026, 23h39 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Reprodução
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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que pretende adotar medidas judiciais para tentar recuperar recursos do RioPrevidência ligados ao Banco Master, instituição que entrou em processo de liquidação. A declaração foi dada durante entrevista à jornalista Miriam Leitão, na GloboNews.

Segundo Couto, o governo estadual já trabalha para recompor os valores relacionados ao fundo responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do estado. O governador afirmou que não pretende depender de possíveis acordos de delação premiada envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Estado busca recuperar recursos investidos

De acordo com Ricardo Couto, existem caminhos jurídicos que podem ser utilizados para tentar recuperar parte dos recursos aplicados em instituições financeiras que passam por processos de liquidação.

Segundo informações apresentadas durante a entrevista, a preocupação do governo é evitar prejuízos ao sistema previdenciário estadual e preservar os pagamentos ligados ao RioPrevidência.

O tema ganhou repercussão após investigações envolvendo operações financeiras relacionadas ao Banco Master e aplicações realizadas por fundos públicos.

Nos últimos meses, o tema também passou a gerar debates em diferentes regiões do estado, incluindo Campos dos Goytacazes e o Norte Fluminense, diante das discussões envolvendo fundos previdenciários e investimentos públicos.

Cortes na máquina pública

Ricardo Couto também comentou sobre o processo de enxugamento da estrutura administrativa do governo estadual. Segundo ele, desde março, quando assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara, cerca de 2.700 pessoas ocupantes de cargos comissionados foram exoneradas.

De acordo com o governador em exercício, todos os desligamentos envolveram cargos sem vínculo efetivo por concurso público.

Couto justificou as medidas afirmando que o Estado do Rio possui atualmente uma estrutura considerada excessiva. Segundo ele, o governo fluminense conta hoje com 32 secretarias estaduais, enquanto São Paulo operaria com aproximadamente 14.

A declaração reforça a intenção do governo estadual de promover novos cortes administrativos nos próximos meses.

Durante a entrevista, Ricardo Couto também foi questionado sobre quanto tempo permanecerá à frente do Executivo estadual.

Segundo ele, não houve qualquer consulta ao Supremo Tribunal Federal sobre a duração de sua permanência no cargo. O magistrado afirmou que, por atuar na área da Justiça, entende que esse tipo de questionamento não deve ser antecipado.

Ricardo Couto assumiu interinamente o governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

Sem vice-governador e com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, afastado por decisão do STF, o Tribunal determinou que Couto assumisse o Executivo estadual por ocupar a quarta posição na linha sucessória.

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