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Ceuta registra 72 mortes após chegada em massa de migrantes; 73,5 mil deixaram enclave

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Autoridades da Espanha confirmaram neste domingo (02) a morte de ao menos 72 migrantes que se afogaram ao tentar chegar a Ceuta, enclave espanhol no norte da África. As Forças de Segurança do Estado também estimaram que cerca de 73,5 mil pessoas que entraram no território desde quinta-feira (30) já deixaram a cidade.

Miguel Ángel Pérez Triano, delegado do governo espanhol em Ceuta, confirmou o novo número de corpos retirados do mar. A cidade autônoma tem cerca de 83 mil habitantes e enfrentou, nos últimos dias, uma chegada de pessoas em escala próxima à de sua própria população.

As primeiras projeções do governo espanhol apontavam que entre 50 mil e 60 mil migrantes chegaram ao enclave entre quinta e sexta-feira (31). Até o fim da sexta, mais de 48 mil já haviam retornado espontaneamente ao Marrocos, conforme dados oficiais obtidos pela agência Lusa.

O cálculo de 73,5 mil saídas inclui não só quem chegou durante o fluxo mais recente, mas também pessoas que já estavam em Ceuta ou que entraram e saíram do território mais de uma vez na semana passada.

Militares e acordo de repatriação aceleraram saídas

O governo espanhol enviou militares para Ceuta e anunciou um acordo de repatriação rápida com Marrocos. A medida prevê consequências legais ou práticas para migrantes apreendidos e contribuiu para que milhares deixassem o território.

A Guarda Civil instalou uma barreira pneumática de 500 metros para ampliar a vigilância na área. As autoridades tentam conter novas travessias pela fronteira marítima entre Marrocos e o enclave espanhol.

Ceuta não dispõe de infraestrutura para atender o volume de recém-chegados. Nos dois dias anteriores, comércios e bares não abriram para a venda de alimentos, deixando parte dos migrantes sem acesso a comida.

Pequenos grupos permanecem acampados nas praias, exaustos e com fome, enquanto aguardam uma resposta das autoridades espanholas sobre pedidos de asilo. A maior parte dessas pessoas não é marroquina e vem de países da África Subsaariana afetados por pobreza, epidemias e guerras.

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