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Casa de Luxo em Petrópolis: Ligação entre Cláudio Castro e Empresário que Expandiu Contratos com o Governo do Rio

Expresso Rio

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, fez uso de uma residência de alto padrão em Petrópolis, que está vinculada a um empresário cujas empresas aumentaram significativamente os contratos com o governo estadual durante sua gestão. De acordo com documentos obtidos, o imóvel em questão está localizado no condomínio Villa Locanda e permanece em nome do CNPJ do empreendimento, que pertence ao empresário Luiz Fernando Gomes. A empresa Engeprat, controlada por Gomes, celebrou contratos que somam R$ 355 milhões com o governo do estado durante a administração de Castro, um aumento expressivo em relação aos menos de R$ 2 milhões recebidos antes de 2021.

Cláudio Castro afirma que pagava aluguel pela utilização do imóvel, alegando que os pagamentos eram realizados via transferência bancária. No entanto, o ex-governador não forneceu o contrato de locação nem informou quem era o destinatário dos pagamentos de aluguel. Sua assessoria declarou que não houve conflito de interesses e que Castro nunca manteve qualquer relação comercial ou jurídica com o empresário ou suas empresas. Além disso, o ex-governador afirmou que o contrato de locação foi encerrado após sua saída do cargo.

Por outro lado, Luiz Fernando Gomes nega qualquer vínculo direto com a locação da residência, afirmando que a casa foi vendida ainda na fase de construção, em fevereiro de 2023, para um investidor particular. Ele sustenta que o registro imobiliário ainda não foi atualizado, apesar de os documentos cartoriais consultados apontarem que a residência continua registrada em nome do condomínio controlado por ele.

A Engeprat, uma das cerca de 20 empresas pertencentes a Luiz Fernando Gomes, firmou 13 contratos com o governo fluminense, sendo 11 deles durante a gestão Cláudio Castro. O maior contrato foi destinado à prestação de serviços de topografia, e o empresário justifica o crescimento da atuação da empresa devido às obras realizadas após as tragédias provocadas pelas fortes chuvas que atingiram Petrópolis em 2022.

Cláudio Castro utilizou a residência entre outubro de 2023 e o início de 2026, realizando ao menos 24 deslocamentos de helicóptero oficial até Petrópolis durante fins de semana, muitas vezes acompanhado por familiares. A assessoria do ex-governador justificou o uso das aeronaves oficiais como observância de critérios institucionais de segurança, logística e agenda, relacionados à proteção da autoridade.

Esse caso se soma a outras investigações, incluindo as operações deflagradas pela Polícia Federal em maio, que investigam suspeitas relacionadas ao caso Banco Master e à influência da Refit no governo estadual. Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade ao ex-governador ou ao empresário pelos fatos relatados.

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