Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos sob acusação de liderar um esquema de fraude e extorsão que teria causado prejuízo superior a US$ 20 milhões. O caso envolve uma suposta agência de imigração que prometia regularizar a situação de estrangeiros no país, mas, segundo as autoridades, operava com base em informações falsas.
As investigações apontam que a maior parte das vítimas é composta por brasileiros que buscavam documentos legais para permanecer nos Estados Unidos. A empresa envolvida, chamada Legacy Imigra, oferecia serviços que não tinham respaldo legal e, em muitos casos, eram utilizados para enganar os clientes.
De acordo com o xerife John Mina, do condado de Orange, o grupo estruturou um modelo de negócios baseado em fraude, manipulação e extorsão. A falsa agência alegava contar com advogados especializados em imigração, mas essa informação não foi comprovada durante a apuração.
Entre os presos estão Vagner de Almeida, apontado como fundador do esquema, além de Juliana Colucci, Lucas Felipe Trindade Silva e Ronaldo Decampos. As autoridades afirmam que o grupo cobrava quantias elevadas das vítimas e utilizava práticas ilegais para manter o controle sobre os processos.
As investigações revelaram que a organização criava contas de e-mail em nome dos clientes sem autorização. Em seguida, retinha documentos e condicionava a liberação ao pagamento de valores adicionais, aumentando ainda mais o prejuízo das vítimas.
Até o momento, sete pessoas colaboraram formalmente com as autoridades, mas a polícia acredita que o número de atingidos seja muito maior. Os investigadores seguem reunindo provas e não descartam a identificação de novas vítimas ao longo do processo.
As autoridades informaram ainda que imigrantes que contribuírem com as investigações poderão solicitar um visto especial, que permite a permanência legal nos Estados Unidos durante o andamento do caso.
O episódio acende um alerta sobre os riscos enfrentados por estrangeiros que buscam regularização migratória e acabam recorrendo a serviços irregulares. As apurações continuam em curso.
