As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram uma intensificação nas ações contra o Irã, com a promessa de perseguir embarcações ligadas ao país em qualquer região do mundo. A medida amplia o bloqueio já imposto a portos iranianos e eleva o nível de tensão no cenário internacional, especialmente em áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
O anúncio foi feito pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, que detalhou que a operação não ficará restrita ao Oriente Médio. Segundo ele, forças militares norte-americanas também atuarão em regiões como o Indo-Pacífico, ampliando o alcance da estratégia.
Durante coletiva, Caine afirmou que qualquer embarcação com bandeira iraniana ou que ofereça suporte ao país poderá ser alvo de ações diretas. Ele destacou que o foco inclui também navios conhecidos como “frota fantasma”, frequentemente utilizados para transportar petróleo iraniano fora dos padrões legais e evitar sanções internacionais.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou o tom de alerta ao governo iraniano. Em sua fala, ele indicou que ainda existe espaço para negociação, mas deixou claro que os Estados Unidos estão preparados para uma resposta militar caso necessário. Segundo ele, a escolha agora cabe à liderança iraniana, que deve avaliar as consequências de suas decisões.
A política de bloqueio foi inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump, com foco no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo. Dias depois, o Comando Central dos EUA confirmou que a medida já estava em plena execução.
Autoridades americanas afirmam que o objetivo da operação é conter ações do Irã consideradas ameaçadoras à navegação internacional. Washington acusa Teerã de envolvimento em atividades como instalação de minas marítimas, uso de drones e ataques contra navios comerciais, fatores que teriam impactado diretamente o preço global do petróleo.
Apesar da operação, os Estados Unidos destacaram que o tráfego marítimo internacional não está bloqueado de forma total. Segundo Caine, a restrição se aplica especificamente a embarcações que tenham ligação direta com portos iranianos, operando dentro do mar territorial do país.
Ainda durante a coletiva, o general revelou que a presença militar americana já teve impacto prático. De acordo com ele, ao menos 13 embarcações optaram por mudar de rota ao identificar o reforço das forças dos EUA na região. Até o momento, nenhuma ação direta de abordagem foi necessária.
O secretário Hegseth também fez críticas diretas à capacidade do Irã de exercer controle sobre o Estreito de Ormuz. Ele afirmou que as ações do país não configuram domínio estratégico, classificando os ataques a navios como práticas de pirataria e terrorismo.
Por fim, Hegseth indicou que a operação militar atual utiliza uma fração limitada da capacidade naval dos Estados Unidos, mas alertou para a possibilidade de escalada. Segundo ele, caso o Irã adote medidas consideradas inadequadas por Washington, o cenário pode evoluir para ações mais severas, incluindo ataques à infraestrutura.
