A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal após receber o aval de Jair Bolsonaro e ser convencida por familiares e aliadas a adaptar a campanha à rotina de cuidados com o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
A decisão saiu entre a noite de sexta-feira e a tarde de sábado, na véspera da convenção do PL que oficializou seu nome. Pessoas que acompanharam as conversas definiram o desfecho como uma decisão tomada aos “45 minutos do segundo tempo”.
Michelle havia reduzido viagens e compromissos fora de casa desde que deixou a presidência nacional do PL Mulher. A dificuldade de conciliar a campanha eleitoral com os cuidados com Bolsonaro era sua principal resistência à candidatura.
Na sexta-feira (31), ela disse que consultaria o marido antes de bater o martelo. “Tudo que eu gosto, gosto de fazer bem feito, por isso vou definir com ele. Estou cuidando dele e a prioridade é ele. Mas há uma expectativa do nosso grupo de mulheres”, afirmou.
🚨AGORA – Michelle Bolsonaro anuncia sua candidatura ao senado pelo DF por carta
“Sou pré-candidata ao Senado Federal e vou ajudar a edificar a nação. O meu marido escolheu o Flávio Bolsonaro para estar à frente dessa multidão” pic.twitter.com/nYod9Cvk4W
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) August 3, 2026
Os quatro irmãos de Michelle — Suyane, Geovanna, Eduardo e Diego — participaram das conversas para que ela aceitasse a disputa. A família se comprometeu a ampliar o apoio na casa e nos cuidados com Bolsonaro durante o período eleitoral.
Familiares também argumentaram que Michelle não deveria decidir sobre um mandato de oito anos sob efeito do cansaço daquele momento. Criada em Ceilândia, ela ouviu que poderia levar uma representante da região ao Senado.
O irmão Eduardo concorre a deputado distrital, enquanto Diego integra a chapa como suplente de Michelle. Suyane e Geovanna devem atuar na rede de suporte familiar; no sábado da decisão, Suyane acompanhou a ex-primeira-dama ao hospital por causa de uma crise de enxaqueca.
Geovanna recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes para permanecer com Bolsonaro durante a internação da irmã. Na reta final das tratativas, a governadora Celina Leão (PP) e a senadora Damares Alves (Republicanos) também defenderam uma campanha no DF, com eventos mais curtos e uso intenso das redes sociais. Michelle não compareceu à convenção que oficializou sua candidatura porque se recuperava em casa após receber alta hospitalar.




