O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (29) que pretende reduzir o número de ministérios do governo federal caso seja eleito. Durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Cury disse que poderia extinguir entre seis e dez pastas, mas ponderou que a definição dependeria de uma análise da estrutura administrativa.
Ao mesmo tempo em que defendeu a redução de ministérios, o candidato apresentou propostas de criação ou reorganização de áreas consideradas estratégicas. Entre elas, citou uma pasta específica para a Segurança Pública e uma estrutura, que poderia funcionar como secretaria executiva ou ministério, dedicada à Inteligência Artificial e à Robótica. Segundo Cury, o objetivo seria preparar o país para possíveis impactos das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho e o emprego.
Na política externa, Cury afirmou que pretende reformular a maneira como as representações diplomáticas promovem a imagem do Brasil no exterior. O candidato defendeu que embaixadores e demais colaboradores das embaixadas recebam treinamento para ampliar a comunicação digital e atuar na divulgação do país, de seus produtos e de setores da economia brasileira nas redes sociais.
Durante a entrevista, Cury argumentou que o agronegócio e outras atividades econômicas brasileiras deveriam receber maior divulgação internacional. O candidato também citou questões ambientais e afirmou que o Brasil precisa comunicar de maneira mais eficiente suas políticas e características econômicas. As declarações e comparações apresentadas pelo presidenciável refletem sua avaliação sobre o tema e podem depender de critérios e bases estatísticas específicas para comparação internacional.
Cury acrescentou que a proposta de ampliar a atuação digital das embaixadas não teria, segundo seu planejamento, o objetivo de aumentar os gastos das representações brasileiras. Ele afirmou que a estratégia poderia ser implementada por meio da capacitação de profissionais que já integram o serviço diplomático e administrativo.
“Precisamos repaginar as embaixadas brasileiras, e influenciadores digitais podem ser importantes”, declarou o candidato, ao defender uma presença mais ativa do Brasil no ambiente digital internacional. As propostas apresentadas durante a campanha ainda dependeriam, em caso de eventual eleição, de medidas administrativas, disponibilidade orçamentária e, conforme a iniciativa, aprovação legislativa para serem implementadas.




