Folarin Balogun, atacante da seleção dos Estados Unidos, afirmou que a polêmica envolvendo a suspensão de seu cartão vermelho afetou o elenco antes da eliminação para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao programa “CBS Mornings”, ele reconheceu que a intervenção do presidente Donald Trump junto à Fifa criou um clima de tensão no grupo.
“Minha reação inicial foi de felicidade por estar de volta à equipe. Mas, ao refletir, percebi que isso causaria muita controvérsia”, admitiu Balogun. O atacante disse ter percebido o impacto da repercussão nos colegas às vésperas do jogo decisivo contra os belgas.
“E eu quase conseguia ver um pouco de nervosismo nos meus companheiros de equipe, porque é algo muito singular. Conforme o jogo se aproximava, eu tentava me concentrar o máximo possível, mas era difícil. Havia muita interferência externa e é difícil ignorá-la”, afirmou.
Balogun também disse que a equipe precisou administrar o “barulho externo” provocado pela decisão que permitiu sua participação na partida. A controvérsia tomou parte da cobertura internacional do confronto e acompanhou a preparação estadunidense para o duelo em Seattle.
Expulsão de Raphael Claus e contestação de Balogun
O caso começou na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, quando Balogun recebeu cartão vermelho após revisão do VAR. No lance, ele disputou a bola com o zagueiro Muharemovic e pisou forte no calcanhar do jogador da Bósnia.
O árbitro brasileiro Raphael Claus analisou o lance no monitor e anunciou no sistema de som do estádio de Santa Clara que Balogun estava expulso. O atacante contestou a decisão: “Nem foi uma falta, então fiquei totalmente em choque. Acho que vocês puderam ver minha reação, mas eu só tive que aceitar a decisão e tentar estar presente para o meu time”.
Balogun afirmou que a expulsão aumentou a pressão sobre a seleção dos EUA. “Quando algo não é intencional, nunca deveria ser cartão vermelho. Foi apenas uma situação infeliz e acho que isso nos pressionou muito mais do que o necessário”, disse. Depois do episódio, Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do lance, medida que provocou debate sobre a independência do processo disciplinar da entidade.
Antes do confronto das oitavas, a Fifa rejeitou uma tentativa da Federação Belga de contestar a presença do atacante. Balogun atuou normalmente, mas a Bélgica venceu os Estados Unidos por 4 a 1 em Seattle, avançou às quartas de final e encerrou a campanha dos anfitriões no Mundial.