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Política

Arruda propõe fechar agências e reduzir gastos para recuperar o BRB

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Arruda propõe fechar agências e reduzir gastos para recuperar o BRB
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O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda apresentou neste sábado (1º) um plano para reestruturar o Banco de Brasília (BRB), com propostas que incluem o fechamento das 19 agências abertas fora do Distrito Federal, a redução de despesas e a transferência para a instituição da gestão de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Durante declarações à imprensa, no lançamento de sua candidatura ao governo do DF, Arruda afirmou que o primeiro passo para a recuperação do banco será conhecer o tamanho real das perdas após a divulgação do balanço financeiro. O ex-governador também criticou o adiamento da publicação dos resultados e disse que a falta de transparência dificulta a avaliação da situação da instituição.

“Na semana passada houve um pedido do banco para publicar o balanço apenas depois da eleição. Até hoje não publicaram o balanço. Nós não sabemos o tamanho real do rombo”, afirmou.

“O banco pediu para divulgar o balanço apenas depois da eleição. A mensagem que isso passa é: ‘deixa passar a eleição e depois a gente vê o que acontece’. Isso é extremamente grave.”

Fechamento de agências e corte de despesas

Arruda defendeu que o BRB reduza sua presença nacional e retome a vocação de banco voltado ao desenvolvimento do Distrito Federal. Segundo ele, a instituição deve encerrar as atividades das 19 agências abertas em outros estados.

“O banco hoje é pequeno para ser grande e grande para ser pequeno. Tem que reduzir o tamanho da operação nacional e voltar o foco para Brasília e para o Distrito Federal.”

O ex-governador também propôs o fim de despesas que considera incompatíveis com a atual situação financeira do BRB. Entre os gastos citados estão patrocínios ao futebol e à Fórmula 1, além da manutenção de salas VIP destinadas a autoridades.

Outra medida apresentada é a negociação com o governo federal para que o BRB passe a administrar os recursos do FCO. De acordo com Arruda, cerca de R$ 15 bilhões atualmente geridos pelo Banco do Brasil poderiam fortalecer a instituição e ampliar o financiamento ao desenvolvimento econômico regional.

“Assim como acontece com o Banco do Nordeste, seria muito mais razoável que um banco regional administrasse esses recursos.”

Críticas às operações do banco

Ao analisar a situação do BRB, Arruda classificou como irresponsáveis decisões tomadas pela atual gestão e questionou operações envolvendo a compra de títulos. Segundo ele, os negócios precisam ser apurados pelos órgãos de controle.

“O que eu resumo da atual gestão é que houve, no mínimo, um enorme ato de irresponsabilidade. Um banco com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4 bilhões comprou cerca de R$ 16 bilhões em títulos podres ou de baixa qualidade”, declarou.

Arruda afirmou que a definição de eventuais responsabilidades deve ficar a cargo das instituições competentes. Embora tenha feito críticas à condução da gestão, disse que não pretende antecipar conclusões antes do fim das investigações.

“A responsabilidade da gestão eu deixo para o Poder Judiciário, para o Ministério Público e para o Banco Central.”

“Eu acho que ninguém compra R$ 16 bilhões em títulos podres sem ter muito interesse no jogo, e não é interesse público.”

“Não quero julgar ninguém nem apontar o dedo para ninguém. Quero que as investigações em curso mostrem quem foram os irresponsáveis.”

O ex-governador afirmou que a reestruturação deverá priorizar transparência, equilíbrio financeiro e a retomada do papel histórico do BRB como banco público de desenvolvimento regional.

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