Anvisa manda recolher repelentes e protetores solares de marcas vendidas no Brasil

Repelentes e protetores proibidos pela Anvisa. Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, venda, distribuição e uso de repelentes e protetores solares produzidos pela empresa Henlau Química, após identificar falhas graves no processo de fabricação. A medida, publicada no Diário Oficial da União, vale para todos os lotes dos produtos listados.

Segundo a agência, inspeções realizadas entre os dias 14 e 17 de abril constataram que a fabricante utilizava formulações diferentes das aprovadas oficialmente, o que representa descumprimento das normas de boas práticas de fabricação exigidas no Brasil.

De acordo com a Anvisa, as irregularidades comprometem a segurança, a eficácia e a padronização dos produtos, fatores considerados essenciais em itens de uso direto na pele, especialmente repelentes e protetores solares.

Entre os produtos atingidos pela decisão estão os repelentes Gel Baby Amorável, Sunlau Spray repelente DEET e itens da linha Needs com icaridina.

No caso dos protetores solares, a determinação inclui o Sunlau FPS 30 e o Protetor Solar FPS 30 Wurth.

Todos os lotes dessas linhas foram interditados e devem ser recolhidos do mercado de forma obrigatória.

A orientação da Anvisa é para que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos e procurem a fabricante ou o estabelecimento onde a compra foi realizada para obter informações sobre troca, devolução ou reembolso.

Até a última atualização, a empresa Henlau Química ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a decisão.

A decisão reforça a fiscalização da Anvisa sobre produtos cosméticos e de proteção pessoal comercializados em todo o país, incluindo o Rio de Janeiro, onde itens dessas categorias costumam ter alta procura devido ao clima quente e à exposição frequente ao sol.

A recomendação é que consumidores de cidades como Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro capital e região metropolitana verifiquem os rótulos e suspendam o uso caso possuam algum dos produtos citados.

O recolhimento obrigatório também pode impactar farmácias, supermercados e lojas de cosméticos em todo o estado.

A expectativa agora é pelo posicionamento da fabricante e pela execução do recolhimento dos produtos no mercado. A decisão da Anvisa busca evitar riscos à saúde dos consumidores e garantir que apenas itens regularizados permaneçam em circulação.

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