O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Campos, Marcos Bacellar, publicou neste domingo (26) um vídeo nas redes sociais em que afirma ter perdido a última etapa de recurso de um processo judicial que, segundo ele, tramita desde 2007.
Na gravação, Bacellar disse que a decisão foi tomada na última quinta-feira pelo Tribunal de Justiça e aproveitou a publicação para dar uma “satisfação” a apoiadores, amigos e antigos companheiros de atuação política e sindical.
Segundo o relato, o caso tem origem em um convênio firmado entre a Prefeitura de Campos, a Câmara Municipal, a OAB e o Judiciário local, voltado à prestação de serviços de apoio à Vara da Infância e Juventude, com profissionais como psicólogos, assistentes sociais e cuidadores.
De acordo com Bacellar, o acordo já existia quando ele assumiu a presidência da Câmara. Ele afirmou que, posteriormente, a OAB teria sido retirada da participação do convênio, o que gerou impasse sobre a continuidade dos serviços.
Ainda segundo o ex-vereador, a solução encontrada à época foi a utilização do MAUCIP como entidade responsável pelo convênio, em articulação com representantes do Judiciário e da Procuradoria do Município.
Atrasos salariais e pagamento a trabalhadores
No vídeo, Bacellar também relembrou dificuldades enfrentadas no período, principalmente em relação ao atraso no pagamento dos profissionais envolvidos no serviço.
Segundo ele, cerca de 150 trabalhadores estavam com aproximadamente três meses de salários atrasados às vésperas do Natal.
Bacellar relatou que, diante da urgência, foi necessária uma força-tarefa para viabilizar o processamento da folha de pagamento e a entrega dos cheques aos trabalhadores antes do dia 25 de dezembro.
Ele afirmou que a operação teria sido realizada com apoio do Sindicato dos Eletricitários, onde, segundo o relato, foram utilizados computadores e equipe técnica para rodar a folha salarial.
De acordo com Bacellar, os pagamentos foram feitos no próprio sindicato, diretamente aos prestadores de serviço.
Críticas ao processo
Durante o pronunciamento, Bacellar fez duras críticas ao processo judicial e aos desdobramentos do caso.
Ele afirmou que a ação se arrasta há quase duas décadas e disse considerar injustas algumas interpretações apresentadas ao longo da tramitação.
Segundo ele, parte da controvérsia envolveu supostas associações indevidas entre sua figura pessoal e instituições das quais já não fazia mais parte.
Ao comentar a decisão mais recente, Bacellar afirmou que seguirá atuando politicamente e sindicalmente, apesar do revés judicial.
Referência à trajetória sindical e a Lula
No desabafo, Bacellar também relembrou sua trajetória no movimento sindical e citou um encontro ocorrido em 1979, em Niterói, quando teria participado de reunião com sindicalistas do ABC Paulista.
No relato, ele mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando a formação do movimento trabalhista que deu origem ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Ao final da gravação, Bacellar afirmou que continuará na luta política e agradeceu o apoio recebido nas redes sociais.
