O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, confirmando o favoritismo que já se desenhava desde o início da sessão. Ele recebeu 44 votos entre os 45 parlamentares presentes, em uma votação realizada sob o modelo aberto previsto no regimento interno da Casa.
A eleição ocorreu em meio a um cenário político tenso e foi marcada pela ausência dos partidos de oposição alinhados ao prefeito Eduardo Paes. O grupo optou por não comparecer ao plenário como forma de protesto contra o formato de votação adotado. Ainda assim, cerca de 40 deputados registraram presença na abertura da sessão, garantindo quórum suficiente para a realização do pleito.
Na mesma sessão, o deputado Dr. Deodalto foi eleito 2º Secretário da Casa. Já o deputado Jari de Oliveira (PSB) optou por se abster na escolha para a presidência, mas votou favoravelmente à eleição de Deodalto.
A manutenção do voto aberto teve impacto direto no resultado. Com a decisão de seguir o modelo estabelecido no regimento interno, o deputado Vítor Júnior retirou sua candidatura à presidência, o que abriu caminho para a eleição de Ruas sem disputa direta.
Antes da votação, parlamentares da oposição tentaram alterar o formato por meio de ações judiciais, defendendo a suspensão da eleição ou a adoção do voto secreto. O argumento apresentado era de que a votação aberta poderia expor deputados a pressões políticas. As iniciativas, no entanto, não avançaram. A Justiça manteve a validade do regimento da Alerj, frustrando a principal estratégia do grupo oposicionista.
Com a confirmação no cargo, Douglas Ruas assume a presidência da Assembleia em um momento considerado decisivo para o estado do Rio de Janeiro. O cenário político atual envolve incertezas institucionais e a expectativa de uma definição do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de um eventual mandato-tampão no governo estadual.
Diante desse contexto, o comando da Alerj ganha relevância estratégica, já que a Assembleia deverá desempenhar papel central nas articulações políticas que devem influenciar os próximos desdobramentos no estado.
