A suspensão da eleição na Alerj passou a ser defendida por uma frente política formada por partidos aliados ao ex-prefeito Eduardo Paes, diante do cenário de incerteza institucional no estado do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas em nota conjunta nesta segunda-feira (13), o grupo solicita que o processo eleitoral para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro seja interrompido até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a apuração, o posicionamento ocorre após a chamada “dupla vacância” no comando do estado, situação que ampliou o debate jurídico sobre a forma adequada de escolha do novo governo e das lideranças institucionais.
Segundo a nota assinada por partidos como PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania e PCdoB, o momento é de “instabilidade institucional” e exige cautela. O documento afirma que decisões recentes do STF indicam impedimentos para a realização de eleições neste momento.
Ainda conforme o texto, uma decisão liminar do Supremo já determinou a suspensão de eleições indiretas até o julgamento final das ações em curso. Essas ações devem definir o modelo legal a ser adotado, incluindo a possibilidade de eleições diretas.
A frente partidária argumenta que a realização de qualquer eleição neste cenário poderia gerar questionamentos judiciais e aprofundar a crise institucional. Por isso, defende que a suspensão eleição Alerj seja mantida até que haja definição clara do STF.
“Conforme nota oficial, o compromisso é com a Constituição e com o respeito às decisões judiciais, aguardando a conclusão do julgamento para garantir segurança jurídica”, diz o documento.
A movimentação política chama atenção por reunir siglas de diferentes espectros ideológicos em torno de um mesmo objetivo: evitar decisões precipitadas e garantir estabilidade institucional no estado.
Segundo analistas políticos, o cenário segue em aberto e depende diretamente das próximas decisões do STF, que ainda não concluiu o julgamento definitivo sobre o tema.
A atual situação política no estado do Rio de Janeiro é considerada uma das mais delicadas dos últimos anos. As investigações e decisões judiciais em andamento ainda não têm desfecho final, e não há confirmação oficial sobre qual modelo eleitoral será adotado.
Diante disso, especialistas avaliam que qualquer definição precipitada pode gerar novos conflitos jurídicos e políticos.


