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Política

Adolescente tentou filiar Lula ao Missão como “brincadeira”

3 min de leitura Expresso Rio
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Adolescente tentou filiar Lula ao Missão como “brincadeira”
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Um adolescente de 16 anos afirmou que tentou filiar o presidente Lula ao partido Missão como uma “brincadeira” para expor o que considera falhas no sistema de filiação eleitoral. O pedido entrou na tarde de 13 de agosto, pouco depois da divulgação de uma filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à mesma legenda.

O jovem deixou o próprio número de telefone no cadastro e confirmou à coluna de Demétrio Vecchioli no Metrópoles a iniciativ. Ele disse que não imaginava que o caso teria maiores consequências e afirmou que seus pais não sabiam da ação. “Desculpa se fiz algo muito errado, não achei que ia ser algo sério”, declarou.

Na conversa, o adolescente atribuiu responsabilidade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por permitir que alguém tente usar os dados de outra pessoa. “O TSE tem um sistema que qualquer pessoa pode ‘se passar pela outra’, e o errado aqui sou eu? Não seria mais fácil colocar uma dificuldade maior no sistema?”, questionou.

O Missão informou que a tentativa ocorreu às 14h46 e usou um e-mail com o nome do jovem, o número 2019 e a palavra “Flamengo”. O cadastro também continha o telefone dele, que funciona como chave Pix e permite sua identificação.

Cadastro usou CPF e título eleitoral de Lula

Quem realizou o pedido inseriu dados pessoais de Lula, como CPF, número do título eleitoral e data de nascimento. O endereço informado no formulário foi o do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à trajetória política do presidente.

O partido afirmou que conseguiu cancelar a solicitação antes que o registro automatizado fosse processado pelo Filia, sistema usado pela Justiça Eleitoral para gerenciar filiações partidárias. A legenda suspendeu seu próprio mecanismo de filiação pela internet depois do episódio.

O Missão entregou as informações à Justiça Eleitoral no processo em que acusa de falsidade ideológica o responsável pela filiação de Flávio Bolsonaro. A inclusão do senador no partido provocou uma série de questionamentos sobre os procedimentos de validação de pedidos eletrônicos.

Renan Santos, presidente do Missão e candidato à Presidência da República, afirmou que a legenda colaborará com as apurações. “As apurações devem ser realizadas sobre esses fatos, sendo certo que haverá integral colaboração e a contribuição do representante e de seus dirigentes para que os responsáveis sejam devidamente identificados e penalizados”, disse.

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