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Avó e tio são investigados por aplicar emagrecedor em menina de 11 anos no MS

Uma avó de 68 anos e um tio de 38 estão sendo investigados pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após uma menina de apenas 11 anos denunciar ter recebido aplicações de medicamentos emagrecedores sem autorização da mãe. O caso ganhou repercussão após a criança conseguir uma medida protetiva contra os familiares.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a menina recebeu duas aplicações de um medicamento conhecido popularmente como Lipoless, com dosagens de 2,5 mg cada. As aplicações teriam ocorrido no fim de abril, sendo a última registrada na terça-feira (28).

De acordo com a apuração, a avó teria utilizado frases relacionadas ao peso da criança para justificar o uso do medicamento.

“Você está muito gorda, não pode ser a única gorda da família. Eu perdi muito peso com o Mounjaro”, teria dito a mulher, conforme relato registrado no caso.

Segundo a mãe da criança, ela só descobriu a situação após buscar a filha na fazenda onde a menina morava com a avó. Conforme o relato, a criança apresentava sinais de fraqueza.

“A amiguinha dela foi visitá-la e ela pediu o celular emprestado para me mandar mensagem pedindo para buscá-la. Quando cheguei, ela estava muito fraca”, contou a mãe.

Ainda segundo o depoimento, a menina afirmou que as aplicações eram realizadas pela avó e pelo tio sem conhecimento da genitora.

O caso passou a ser tratado pelas autoridades após a mãe procurar ajuda e registrar ocorrência na Polícia Civil.

Conforme relato da mãe, a filha também teria sido ameaçada caso contasse para alguém sobre o uso do medicamento.

Segundo o boletim de ocorrência, a menina relatou que os familiares afirmavam que ela poderia apanhar caso revelasse as aplicações.

Além disso, a criança teria contado que chegou a ir ao Paraguai para buscar o medicamento utilizado nas aplicações.

“Ela sempre dizia nas mensagens que estava bem, mas depois descobri que o celular ficava com a avó”, relatou a mãe.

A menina deverá passar por acompanhamento psicológico após o episódio.

Segundo informações da ocorrência policial, o caso segue sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. As autoridades apuram as circunstâncias das aplicações e a origem dos medicamentos utilizados.

Até o momento, não há informações sobre eventual responsabilização criminal dos envolvidos. O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes de proteção à criança e ao adolescente.

O uso de medicamentos para emagrecimento em menores de idade sem prescrição médica pode levantar discussões relacionadas à saúde infantil, responsabilidade familiar e proteção de crianças e adolescentes.

Recentemente, medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” passaram a ganhar ampla repercussão no Brasil devido ao aumento da procura por tratamentos para perda de peso.