A Polícia Federal realizou, na manhã de terça-feira, a segunda fase da Operação Anafóra, que visa combater um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao desvio de recursos públicos destinados à saúde no estado do Rio de Janeiro. Essa nova etapa aprofunda as investigações iniciadas em 2022, com foco no rastreamento do patrimônio e das movimentações financeiras dos envolvidos.
Entre os nomes que permanecem sob investigação está o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, do MDB, que foi alvo da primeira fase da operação durante sua candidatura a vice-governador na chapa de Cláudio Castro. De acordo com apurações, Reis não é alvo de mandados judiciais nesta etapa, mas continua sendo investigado pela Polícia Federal.
Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, com ordens judiciais expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A operação visa avançar nas investigações sobre o patrimônio dos suspeitos e os mecanismos utilizados para ocultar bens e recursos supostamente obtidos por meio do esquema.
A Polícia Federal concentra esforços na identificação de estratégias utilizadas pelos investigados para dificultar o rastreamento do patrimônio, incluindo a manutenção de bens em nome de terceiros, realização de despesas incompatíveis com sua condição financeira e participação em negociações vinculadas a imóveis. Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, dependendo do avanço das investigações.
A primeira fase da Operação Anafóra, deflagrada em setembro de 2022, resultou no cumprimento de 27 mandados de busca e apreensão, com Washington Reis como um dos principais alvos. Na ocasião, ele disputava o cargo de vice-governador. Posteriormente, Reis deixou a chapa e foi substituído por Thiago Pampolha.
As investigações também envolvem um contrato de mais de R$ 563 milhões entre a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias e uma cooperativa de trabalho, suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos, especialmente na área da saúde. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) apuram se os recursos desviados foram ocultados por meio de operações financeiras, aquisição de imóveis e utilização de terceiros para registrar patrimônio.
Fonte original: https://agendadopoder.com.br/pf-faz-operacao-no-rio-contra-desvio-de-recursos-da-saude-e-mantem-washington-reis-sob-investigacao/

