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Prisão de Líder Neonazista Brasileiro na Itália

Por Expresso Rio  ·  30 de Junho de 2026  ·  06:00

Prisão de Líder Neonazista Brasileiro na Itália

Um brasileiro, identificado como João Guilherme Correa, apontado como um dos principais líderes da organização internacional de cunho neonazista Hammerskin Nation, foi capturado pelas autoridades italianas após um ano de fuga da Justiça brasileira. Condenado a uma pena de 35 anos de reclusão pelo assassinato de um casal na cidade de Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, ele havia deixado o Brasil apenas dias antes de ser submetido a julgamento.

A prisão ocorreu na região de Pavia, localizada no norte da Itália, após a emissão de um alerta internacional pela Interpol. Agora, caberá à Justiça italiana analisar o pedido de extradição do condenado para que ele possa ser transferido ao Brasil e cumprir a pena determinada pelo Tribunal do Júri.

De acordo com as investigações realizadas, João Guilherme Correa fugiu para a Europa antes do julgamento, ocorrido em 2025. Mesmo não tendo comparecido à sessão, ele foi condenado juntamente com outros envolvidos no duplo homicídio.

Após a fuga do condenado, as autoridades brasileiras solicitaram a inclusão do seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol, um mecanismo utilizado para localizar foragidos em nível internacional. A prisão representa um importante avanço nas investigações e poderá permitir o cumprimento da pena no Brasil, caso a extradição seja autorizada pelas autoridades competentes.

O caso remonta a 2009, quando Bernardo Pedroso, de 24 anos, e Renata Ferreira, de 21, foram brutalmente assassinados em Campina Grande do Sul. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o casal participou de uma festa organizada para comemorar o aniversário de Adolf Hitler. As investigações apontaram que as vítimas e os acusados integravam grupos de orientação neonazista e que o duplo homicídio foi motivado por uma disputa interna pela liderança da organização.

Além disso, outro integrante do grupo também foi condenado por participação no crime. É importante destacar que, de acordo com a legislação brasileira, a fabricação, comercialização, distribuição ou divulgação de símbolos, emblemas e materiais de propaganda que promovam o nazismo são considerados crimes. A conduta está prevista na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e estabelece pena de reclusão para práticas de apologia ao nazismo.

Fonte original: https://agendadopoder.com.br/neonazista-brasileiro-e-preso-na-italia-apos-um-ano-foragido/

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