A polêmica envolvendo o curso de masculinidade idealizado pelo ator Juliano Cazarré ganhou novo capítulo no Rio de Janeiro e chegou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) protocolou duas propostas na Casa: uma para conceder a Medalha Tiradentes ao ator e outra para declarar o humorista Fábio Porchat persona non grata no estado.
A proposta de repúdio ao humorista deve ser analisada nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia. O parlamentar sustenta que as declarações de Porchat, feitas em tom de ironia sobre o curso criado por Cazarré, extrapolaram os limites do debate público.
Segundo Amorim, o humorista também teria feito comentários considerados desrespeitosos sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que reforçou a iniciativa apresentada na Alerj.
“O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a Nação”, argumentou o deputado.
Homenagem a Cazarré destaca valores conservadores
Na proposta de concessão da Medalha Tiradentes, uma das mais importantes honrarias do estado, Rodrigo Amorim afirma que Juliano Cazarré tem se destacado por manifestações públicas em defesa de valores conservadores, com ênfase em temas ligados à família e à liberdade religiosa.
De acordo com o texto apresentado, a homenagem reconhece personalidades que influenciam o debate público nacional e contribuem para a pluralidade de ideias.
“A homenagem reconhece a relevância de personalidades que, por meio de sua visibilidade pública, participam ativamente da construção do debate de ideias no país”, destacou o parlamentar.
Entenda a origem da controvérsia
A repercussão teve início na última semana, quando Juliano Cazarré passou a divulgar conteúdos relacionados ao curso “O Farol e a Forja”, voltado a discussões sobre liderança masculina, espiritualidade e papéis sociais dos homens.
O tema rapidamente ganhou forte repercussão nas redes sociais, especialmente após Fábio Porchat publicar um vídeo ironizando a proposta.
A partir daí, o assunto ultrapassou o ambiente digital e passou a repercutir no cenário político do Rio de Janeiro, com desdobramentos diretos na Alerj.
A expectativa agora é pela análise da proposta na CCJ, etapa que poderá definir o avanço ou não da moção de repúdio ao humorista.
O caso também amplia o debate sobre liberdade de expressão, posicionamento político de figuras públicas e a influência das redes sociais nas discussões institucionais.



