A ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, considerou abandonar o Partido Liberal (PL) após uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, devido ao desgaste causado pelo conflito com o senador Flávio Bolsonaro. No entanto, após conversas com aliadas políticas, como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e a senadora Damares Alves, Michelle decidiu adiar a decisão e, por ora, limitar-se a deixar a presidência do PL Mulher.
A permanência de Michelle no PL é vista como estratégica, principalmente devido à sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, que poderia ser inviabilizada caso ela deixasse o partido. A crise interna no PL começou após Michelle expressar publicamente críticas ao senador Flávio Bolsonaro, alegando ter sido “humilhada” e “apunhalada” por ele.
Michelle se reuniu com Valdemar Costa Neto na sede nacional do PL, em Brasília, e manifestou sua intenção de deixar o partido. No entanto, após conversas com Damares e Celina, ela foi convencida a reconsiderar a decisão e manter-se no PL, pelo menos até as convenções partidárias previstas para o fim de julho. O objetivo é preservar sua pré-candidatura ao Senado e fortalecer o projeto de reeleição da governadora Celina Leão.
A crise com Flávio Bolsonaro continua, e o episódio evidencia o momento de instabilidade vivido pelo PL às vésperas das definições para as eleições de 2026. A estratégia dos aliados é manter Michelle no partido para reorganizar as articulações e reduzir os efeitos da crise interna.
Fonte original: https://agendadopoder.com.br/michelle-ameaca-deixar-o-pl-mas-recua-apos-reuniao-com-aliadas/