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Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno para 2026, aponta pesquisa Apex/Futura

Uma pesquisa nacional divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Apex/Futura indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026.

Segundo o levantamento, Lula registra 48,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 42,9%. Como a diferença observada está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o instituto avalia que o cenário permanece estável em relação à pesquisa anterior.

O estudo foi realizado entre os dias 8 e 12 de junho e ouviu 2.000 entrevistados em todas as regiões do país.

Lula lidera também na simulação de primeiro turno

O levantamento mostra que Lula também aparece à frente na projeção de primeiro turno. O presidente alcança 41,6% das intenções de voto e lidera com folga o cenário apresentado aos entrevistados.

Na segunda colocação surge Flávio Bolsonaro, com 34,1%, consolidando uma disputa polarizada entre os dois nomes mais competitivos da pesquisa.

Demais pré-candidatos aparecem com percentuais menores

Entre os demais nomes avaliados pelo instituto, os índices permanecem abaixo de 5% das intenções de voto:

  • Ronaldo Caiado (PSD) — 4,5%
  • Romeu Zema (Novo) — 3,5%
  • Renan Santos (Missão) — 2,3%
  • Joaquim Barbosa (DC) — 2,1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza) — 1,1%
  • Augusto Cury (Avante) — 0,9%

 

Os números sugerem que, neste momento, a corrida presidencial permanece concentrada em torno dos dois principais grupos políticos que disputaram as últimas eleições nacionais.

Avaliação do governo federal apresenta recuperação

Além dos cenários eleitorais, a pesquisa avaliou a percepção dos brasileiros sobre a gestão do governo federal.

Os resultados mostram uma leve melhora nos índices de aprovação. Atualmente, 39,8% dos entrevistados classificam o governo Lula como ótimo ou bom. No levantamento anterior, realizado em maio, esse percentual era de 37,5%.

Ao mesmo tempo, houve redução na avaliação negativa. O grupo que considera a administração federal ruim ou péssima caiu de 45,7% para 41,4%.

Os dados foram coletados em um período marcado pelo anúncio de programas governamentais, medidas voltadas ao crédito, investimentos públicos e iniciativas direcionadas ao estímulo da atividade econômica.

Embora a pesquisa não estabeleça relação direta entre essas ações e a variação dos índices, especialistas costumam observar que fatores econômicos, renda, emprego e percepção de consumo exercem influência relevante na avaliação dos governos.

STF registra melhora na percepção pública

O levantamento também identificou mudanças na imagem de instituições da República.

O Supremo Tribunal Federal apresentou crescimento em sua avaliação positiva. Atualmente, 38,3% dos entrevistados aprovam a atuação da Corte. No levantamento anterior, esse índice era de 33,9%.

Já a taxa de desaprovação recuou de 54,3% para 51,1%, indicando uma redução do saldo negativo observado nos últimos meses.

Congresso Nacional reduz rejeição, mas desafio permanece

O Congresso Nacional também apresentou melhora nos indicadores medidos pela pesquisa.

A aprovação passou de 26,1% para 29,8%, enquanto a rejeição caiu de 60,1% para 58,8%.

Apesar do avanço, os números mostram que Câmara dos Deputados e Senado Federal continuam enfrentando níveis elevados de insatisfação entre os entrevistados, cenário que historicamente acompanha debates sobre gastos públicos, reformas e articulações políticas em Brasília.

Cenário eleitoral ainda deve passar por mudanças

Embora os números indiquem uma fotografia do momento, o cenário para as eleições presidenciais de 2026 ainda deve passar por transformações ao longo dos próximos meses. Alianças partidárias, desempenho da economia, aprovação do governo federal e a definição oficial das candidaturas tendem a influenciar o comportamento do eleitorado.

Até lá, pesquisas de intenção de voto continuarão sendo utilizadas como instrumentos para medir tendências, identificar movimentos do eleitorado e acompanhar a evolução da disputa política nacional.