JUSTIçA

PF identifica pista sobre paradeiro de Ricardo Magro na Europa durante investigação da Operação Sem Refino

Por Expresso Rio  ·  14 de Junho de 2026  ·  16:21

PF identifica pista sobre paradeiro de Ricardo Magro na Europa durante investigação da Operação Sem Refino
Imagem: Reprodução

A Polícia Federal identificou uma nova pista sobre o possível paradeiro do empresário Ricardo Magro, apontado por investigadores como uma das figuras centrais da Operação Sem Refino, deflagrada em maio deste ano. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa e confirmadas por fontes ligadas à investigação, o empresário, que reside há cerca de dez anos nos Estados Unidos, estaria atualmente na Europa.

Magro é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito de uma investigação que apura supostas fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes relacionados ao mercado de combustíveis.

Operação Sem Refino investiga esquema bilionário

A Operação Sem Refino foi autorizada pelo STF após o avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal, Receita Federal e outros órgãos de controle. Segundo documentos judiciais e informações divulgadas pelas autoridades, o foco da apuração é um suposto esquema que teria causado prejuízos bilionários aos cofres públicos por meio de mecanismos ligados à comercialização e tributação de combustíveis.

As investigações também alcançaram agentes públicos e ex-integrantes da administração estadual fluminense. Entre os nomes citados está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que nega qualquer irregularidade e afirma estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

Pista internacional amplia buscas

De acordo com a apuração divulgada neste domingo, investigadores passaram a trabalhar com a hipótese de que Ricardo Magro esteja em território europeu. Até o momento, não foi informado oficialmente em qual país ele estaria nem se já existe cooperação formal entre autoridades brasileiras e europeias para eventual localização do empresário.

Em maio, após a operação, o nome de Magro passou a ser associado a pedidos de cooperação internacional. Reportagens publicadas à época informaram que a Polícia Federal buscava mecanismos para ampliar a localização do empresário fora do Brasil.

Disputa sobre o vínculo com a Refit

Um dos pontos que cercam o caso envolve a relação de Ricardo Magro com a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Enquanto investigações e diversos relatórios públicos apontam Magro como controlador ou principal articulador do grupo empresarial, a companhia divulgou comunicados afirmando que ele não integra formalmente seu quadro acionário.

Segundo documentos mencionados pela Polícia Federal, a apuração investiga estruturas societárias nacionais e internacionais que, conforme a hipótese dos investigadores, poderiam ter sido utilizadas para ocultação patrimonial e movimentação financeira. A defesa dos envolvidos nega irregularidades.

A Operação Sem Refino é considerada uma das maiores ofensivas recentes contra supostas fraudes tributárias ligadas ao mercado de combustíveis no Brasil. O setor é historicamente monitorado por órgãos de fiscalização devido ao elevado volume de arrecadação de impostos e à complexidade das operações comerciais envolvendo importação, refino, distribuição e revenda.

Especialistas avaliam que o desdobramento das investigações poderá influenciar discussões sobre fiscalização tributária, controle de incentivos fiscais e mecanismos de combate à sonegação no setor energético.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual localização ou captura de Ricardo Magro. A Polícia Federal segue realizando diligências e monitorando informações relacionadas ao paradeiro do empresário.

O caso permanece em apuração no Supremo Tribunal Federal e poderá gerar novos desdobramentos judiciais e administrativos nas próximas semanas, à medida que documentos, depoimentos e relatórios técnicos forem analisados pelas autoridades responsáveis.

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