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Política

TCE rejeita contas de 2025 de Cláudio Castro por maioria de votos

TCE rejeita contas de 2025 de Cláudio Castro por maioria de votos

As contas de gestão referentes ao exercício de 2025 do ex-governador Cláudio Castro (PL) foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (1º), após a retomada do julgamento que havia sido suspenso anteriormente por pedido de vista.

A rejeição ocorreu por três votos a um. O parecer favorável apresentado pelo relator, conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, que recomendava a aprovação com ressalvas e determinações, foi vencido pelo voto revisor do conselheiro José Gomes Graciosa.

Além de Graciosa, votaram pela rejeição das contas os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda Chuerren. O conselheiro Thiago Pampolha declarou suspeição e não participou da votação.

Segundo o voto revisor, foram identificadas cinco irregularidades e 12 impropriedades nas contas apresentadas pela gestão estadual. Entre os pontos destacados estão supostas inconsistências no balanço patrimonial do Estado e questionamentos envolvendo investimentos realizados pelo Rioprevidência no Banco Master.

Durante a análise, José Gomes Graciosa afirmou que o Tribunal já vinha alertando o Executivo estadual sobre possíveis problemas relacionados à gestão dos recursos previdenciários. Segundo o conselheiro, os apontamentos teriam sido comunicados ao então governador, mas não teriam resultado em providências suficientes para corrigir as situações identificadas.

De acordo com o voto apresentado, a condução dos investimentos do Rioprevidência foi considerada uma das questões mais relevantes do processo. O conselheiro classificou a gestão dos recursos como inadequada e afirmou que as irregularidades observadas não poderiam ser ignoradas na avaliação final das contas.

Apesar de votar pela aprovação das contas com ressalvas, o relator Rodrigo Melo do Nascimento registrou uma série de apontamentos. Seu parecer incluiu 17 ressalvas, 23 determinações, cinco recomendações e nove alertas relacionados à administração estadual.

Entre as medidas propostas está a realização de auditorias extraordinárias para analisar benefícios fiscais concedidos à Refinaria Refit e o processo de elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), especialmente em razão de déficits orçamentários registrados pelo Estado.

O relator também determinou o aprofundamento das investigações sobre os investimentos realizados pelo Rioprevidência junto ao Banco Master.

Com a rejeição das contas pelo Tribunal de Contas, o parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), órgão responsável pela decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas de governo.

A análise dos deputados estaduais será a etapa seguinte do processo e poderá confirmar ou modificar o entendimento adotado pela maioria dos conselheiros do TCE-RJ.

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