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Política

68% não souberam de reunião de Flávio com embaixadores

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta (5) apontou que 68% dos brasileiros não souberam da reunião em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou a embaixadores sobre as urnas eletrônicas. No encontro, ele repetiu uma informação falsa sobre a empresa Smartmatic, já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apenas 32% dos entrevistados disseram conhecer o episódio. Entre os eleitores independentes, que não se identificam como lulistas ou bolsonaristas, o desconhecimento alcançou 75%, enquanto 25% afirmaram ter ouvido falar da reunião.

Quando questionados sobre o efeito do caso na intenção de voto em Flávio Bolsonaro em outubro, 54% responderam que nada muda. Outros 26% disseram que a possibilidade de votar no senador diminui, 15% afirmaram que aumenta e 5% não responderam.

Entre os eleitores bolsonaristas, 49% declararam que a fala não altera sua percepção sobre o senador, e 45% disseram que a chance de apoiá-lo aumenta. No grupo dos independentes, 65% não veem mudança, 21% relataram redução na possibilidade de apoio e 8% indicaram aumento.

Fala de Flávio sobre a Smartmatic contraria informações do TSE

Diante dos diplomatas, Flávio afirmou que máquinas usadas nas eleições brasileiras teriam “a mesma origem” da Smartmatic, empresa venezuelana. Ele também disse que havia suspeitas sobre uma programação para alterar votações na Venezuela, sem apresentar evidências para relacionar essa alegação ao sistema eleitoral brasileiro.

A Smartmatic participou de uma licitação para fornecer urnas ao TSE em 2020, mas perdeu a disputa para a Positivo. A Corte informou que a empresa manteve contratos apenas para suporte técnico de conexão de dados, sem fornecer urnas eletrônicas ao Brasil.

Na reunião, o senador mencionou o encontro de Jair Bolsonaro com embaixadores, em julho de 2022. Inicialmente, Flávio disse em inglês que o pai estava preso e que uma das razões seria aquela reunião; em seguida, corrigiu-se e afirmou que o ex-presidente está inelegível por causa do episódio.

O TSE declarou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos ao concluir que ele abusou do poder político e usou indevidamente os meios de comunicação ao mobilizar a estrutura da Presidência e a TV Brasil para disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral perante representantes estrangeiros.

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