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Política

Wilson Witzel lança pré-candidatura em busca de um segundo mandato como governador do Rio de Janeiro, apesar de estar inelegível

Por Atualizado em 10 Jul 2026, 21h47 3 min de leitura Expresso Rio
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Wilson Witzel lança pré-candidatura para tentar voltar ao Guanabara; ex-governador está inelegível
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Wilson Witzel oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Rio de Janeiro e voltou a movimentar o cenário político fluminense para as eleições de 2026. O anúncio foi feito na sede estadual do partido Democrata, na capital, marcando o retorno do ex-governador ao debate eleitoral mesmo diante da condição de inelegibilidade decorrente de seu impeachment.

Eleito em 2018, na esteira da onda conservadora que marcou aquele pleito, Witzel governou o estado entre 2019 e 2021. O ex-magistrado tornou-se o primeiro governador fluminense a sofrer impeachment desde o período da ditadura militar. Em abril de 2021, o Tribunal Especial Misto decidiu, por unanimidade, pelo afastamento definitivo do cargo, além da perda dos direitos políticos por cinco anos.

Durante o lançamento da pré-candidatura, Witzel afirmou que o Rio de Janeiro precisa de “ordem” e sinalizou que pretende retomar temas que marcaram sua campanha de 2018, especialmente na área da segurança pública.

“Eles me derrubaram, mas não me quebraram. Hoje, oficializamos minha pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata. Não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão”, disse o ex-governador.

Entre as propostas apresentadas estão a adoção de uma política de tolerância zero contra o crime, a criação de 100 escolas cívico-militares, a implantação de uma Secretaria Estadual de Capelania, voltada à promoção da fé como política pública, além da valorização dos serviços públicos e de medidas voltadas ao desenvolvimento econômico do estado.

Nas redes sociais, o ex-governador classificou sua volta ao cenário eleitoral como uma resposta aos desafios enfrentados durante sua trajetória política. Em publicação após o evento, afirmou que sua candidatura não tem motivação pessoal, mas estaria relacionada à necessidade de oferecer uma alternativa para o estado.

Impeachment e inelegibilidade

O processo que resultou no impeachment de Witzel teve origem em investigações sobre supostas irregularidades em contratos e compras emergenciais realizadas durante a pandemia da Covid-19. As apurações foram conduzidas pelo Ministério Público Federal e analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao final do julgamento político-administrativo, o ex-governador foi condenado por crimes de responsabilidade relacionados a corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que resultou em sua destituição do cargo e na inelegibilidade por cinco anos.

Apesar do impedimento, Witzel decidiu formalizar sua pré-candidatura e iniciar a construção de um projeto político para o estado. O movimento ocorre em meio à definição do quadro de pré-candidatos que devem disputar o Palácio Guanabara em 2026, eleição que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos no Rio de Janeiro.

Antes de ingressar na política, Witzel atuou como defensor público e juiz federal. Sua vitória em 2018 representou uma ascensão meteórica na política fluminense, mas o mandato foi interrompido pouco mais de dois anos depois com a abertura do processo de impeachment.

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