O historiador Eduardo Bueno, o Peninha, e o apresentador Craque Neto criticaram Lionel Messi no programa “Apito Final”, da Band, ao discutir a relação do craque argentino com agendas políticas e a cobrança pública sobre atletas de alcance mundial.
Ao citar compromissos institucionais de Messi fora dos gramados, Peninha afirmou que o jogador “visitou Netanyahu”, em referência ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A fala entrou em uma crítica mais ampla à postura de figuras esportivas diante de crises humanitárias e temas de direitos humanos.
Peninha sustentou que atletas com influência global deveriam adotar posições mais claras sobre assuntos sensíveis. Para o comentarista, nomes do tamanho de Messi costumam evitar manifestações públicas, mas participam de agendas diplomáticas quando há interesses institucionais, comerciais ou de marketing.
Craque Neto apoiou a avaliação durante o programa. O ex-jogador afirmou que atletas tratados como referências mundiais também precisam exercer liderança fora das quatro linhas, especialmente quando o debate ultrapassa o desempenho esportivo.
Quem foi a pessoa que teve a ideia genial de colocar o Craque Neto e o Peninha juntos em um programa esportivo detonando o Milei e o Messi? kkkkkkkk pic.twitter.com/VaKyfINyCf
— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) July 14, 2026
Cobrança envolveu esporte, política e direitos humanos
As declarações ocorreram durante a cobertura da Copa do Mundo na Band, em um quadro no qual Peninha tem usado referências históricas para comentar temas ligados ao futebol. A participação do historiador costuma aproximar o noticiário esportivo de debates políticos e sociais.
Em outras entradas na cobertura, Peninha estabeleceu paralelos entre futebol e episódios históricos como a Revolução Haitiana, a influência de regimes políticos em Copas do Mundo e acontecimentos da história contemporânea. No caso de Messi, a análise passou pela relação entre prestígio esportivo, geopolítica e imagem pública.
As falas circularam nas redes sociais e dividiram torcedores. Parte do público defendeu a cobrança sobre atletas de projeção internacional, sob o argumento de que celebridades esportivas influenciam debates para além dos gramados.
Outra parcela criticou a abordagem e afirmou que o desempenho de Messi deveria ser analisado separadamente de relações políticas ou institucionais mantidas ao longo da carreira. O programa em que ocorreu a discussão integra a cobertura da Band da Copa do Mundo, na qual Peninha participa como convidado e Neto atua como apresentador e comentarista.




