Terras raras entram em votação e PT denuncia pressa no Congresso.

Expresso Rio
Pedro Uczai, presidente do PT na Câmara. Foto: reprodução

A votação de um projeto estratégico envolvendo terras raras e minerais críticos acendeu um alerta dentro da Câmara dos Deputados. O líder do PT na Casa, Pedro Uczai, criticou a inclusão do tema na pauta desta quarta-feira (22), apontando falta de tempo para análise e risco à soberania nacional.

O debate gira em torno do PL 2780/24, que trata diretamente da exploração de recursos considerados estratégicos para o futuro econômico e industrial do Brasil. A proposta foi pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, com previsão de votação logo após o feriado e em regime remoto.

Segundo Uczai, a decisão causou surpresa entre os parlamentares. Ele destacou que o relatório do deputado Arnaldo Jardim ainda não foi apresentado oficialmente, o que, na avaliação dele, impede uma análise aprofundada por parte das bancadas.

O parlamentar também questionou o formato da votação. Para ele, discutir um tema de grande impacto econômico e estratégico de forma remota reduz a qualidade do debate. “Não é adequado decidir algo que envolve bilhões e o futuro da indústria brasileira sem a presença efetiva no plenário”, argumentou.

Além das críticas ao andamento do PL 2780/24, o PT defende a ampliação do debate em torno de uma proposta alternativa. Trata-se do PL 1754/26, que prevê a criação da Terrabras uma empresa pública inspirada no modelo adotado no pré-sal, com o objetivo de assegurar controle estatal sobre as terras raras e minerais críticos.

A proposta, segundo a bancada, busca garantir soberania nacional sobre recursos considerados essenciais para setores como tecnologia, energia e indústria de ponta. Uczai reforçou que o partido não é contrário à criação de um marco regulatório, mas considera inadequada a velocidade com que o tema vem sendo conduzido.

Para o líder petista, o momento exige diálogo mais amplo e aprofundado entre os parlamentares. Ele defende que a discussão não seja feita “na correria”, sem o devido debate técnico e político.

A votação do projeto deve ocorrer em meio a um cenário de pressão e divergência dentro da Câmara, evidenciando a importância crescente das terras raras na agenda econômica do país.

 

 

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