O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, decidiu nesta sexta-feira (17) que Monique Medeiros deve voltar à prisão preventiva no processo que investiga a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 2021.
A determinação atende a uma Reclamação Constitucional apresentada por Leniel Borel, pai da criança. O caso teve grande repercussão nacional na época, diante das circunstâncias do crime.
Decisão anula soltura anterior
A prisão de Monique havia sido revogada em 23 de março de 2026, por decisão da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, sob o argumento de que havia demora excessiva para a realização do julgamento.
Ao reavaliar o processo, Gilmar Mendes concluiu que o adiamento da sessão não foi causado por falha do Judiciário. Segundo o ministro, o atraso ocorreu em razão de uma conduta da defesa do corréu Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho, cujos advogados deixaram o plenário durante a sessão, o que contribuiu diretamente para a suspensão do julgamento.
Caso segue em tramitação
A morte de Henry Borel, em 2021, colocou no centro das investigações Monique Medeiros e Jairinho, apontados como responsáveis pelo crime. O episódio gerou debates em todo o país sobre violência contra crianças e possíveis falhas nos mecanismos de proteção.
Com a nova decisão do STF, Monique retorna à condição de presa preventiva enquanto o processo continua em andamento na Justiça.
Até a última atualização, a defesa da acusada não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão.


