Sete muriquis-do-norte foram reintroduzidos no início de agosto em uma área de Mata Atlântica próxima ao Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata de Minas Gerais. Considerado o maior primata das Américas, o Brachyteles hypoxanthus está entre as espécies brasileiras ameaçadas de extinção e é alvo de diferentes iniciativas voltadas à conservação e recuperação de suas populações na natureza.
Antes da soltura, os animais permaneceram durante cerca de sete anos em um processo de manejo e pesquisa conduzido pelo Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), em Lima Duarte. Na etapa final da reintrodução, os primatas deixaram voluntariamente um recinto conectado à floresta por uma passarela. Os primeiros deslocamentos foram acompanhados por câmeras e drones, utilizados pelas equipes responsáveis para observar o comportamento dos animais e avaliar sua adaptação ao novo ambiente.
A ação também busca ampliar a diversidade genética da população de muriquis na região. Uma semana antes da reintrodução dos sete animais, outros três muriquis-do-norte, provenientes de Peçanha, no Leste de Minas Gerais, haviam sido levados para a mesma área. A expectativa dos pesquisadores é que os grupos possam se encontrar e, ao longo do tempo, estabelecer uma população com maior potencial de reprodução.
A iniciativa envolve o Muriqui Instituto de Biodiversidade, o Ibiti Projeto, a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Ibama em Minas Gerais e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). O acompanhamento dos animais deverá permitir que pesquisadores avaliem sua movimentação, integração e sobrevivência na floresta, informações consideradas importantes para orientar futuras ações de conservação da espécie.




