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Política

Senado aprova banco nacional para combater violência contra a mulher

Por Expresso Rio · Publicado em 17/06/2026 18:55 · Atualizado em 18/06/2026 02:22

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17), em votação simbólica, o Projeto de Lei 6.113/2023, que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A proposta agora segue para sanção presidencial.

De autoria do deputado federal Duda Ramos (Podemos-RR), o projeto tem como objetivo reunir, organizar e divulgar programas, ações, projetos e políticas públicas que apresentem resultados positivos na proteção das mulheres e na prevenção da violência de gênero em diferentes regiões do país.

A iniciativa pretende facilitar o compartilhamento de experiências entre gestores públicos, permitindo que estados, municípios e órgãos federais tenham acesso a estratégias já testadas e aprovadas, com potencial para serem replicadas em outras localidades.

O texto foi aprovado na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, sob relatoria da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), que também apresentou requerimento para acelerar a tramitação da matéria em regime de urgência.

Como funcionará o Banco Nacional de Boas Práticas

A plataforma será organizada pelo governo federal e terá acesso público. O banco reunirá informações detalhadas sobre iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo:

  • Nome da iniciativa;
  • Ano de início;
  • Órgãos responsáveis pela execução;
  • Local de aplicação;
  • Perfil do público atendido;
  • Resultados alcançados.

Pela proposta, os dados deverão ser atualizados pelo menos uma vez por ano para garantir a efetividade e a transparência das informações.

Além de servir como repositório de experiências bem-sucedidas, a ferramenta também poderá apoiar a produção de estudos, diagnósticos e pesquisas voltadas ao aperfeiçoamento das políticas públicas para mulheres.

Compartilhamento de experiências

Segundo a senadora Roberta Acioly, a criação do banco nacional permitirá ampliar a disseminação de ações que já demonstraram resultados concretos no combate à violência de gênero.

“O Banco Nacional de Boas Práticas vai permitir que experiências exitosas sejam conhecidas, compartilhadas e replicadas em todo o país, fortalecendo as redes de proteção”, destacou a parlamentar durante a tramitação da proposta.

O projeto prevê ainda que seminários, encontros técnicos, pesquisas e levantamentos de dados contribuam para alimentar continuamente a plataforma com novas experiências e informações.

Com a aprovação do Congresso Nacional, a proposta aguarda apenas a sanção presidencial para entrar em vigor.

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