O PP e o União Brasil de São Paulo oficializaram nesta segunda-feira (20) apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, em convenção estadual realizada na Alesp. A decisão ocorre enquanto a direção nacional da federação União Progressista tende a ficar neutra na disputa presidencial.
Flávio fez um aceno aos dois partidos durante o evento. No discurso, disse que PP e União estarão com ele em São Paulo e afirmou esperar uma composição também no plano nacional. O senador declarou ainda que recebeu convite do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, para participar da convenção.
Ciro Nogueira e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, não compareceram ao ato. A ausência dos dois dirigentes reforçou a leitura interna de que a federação não deve declarar apoio nacional a nenhum candidato à Presidência, deixando os diretórios estaduais livres para montar seus palanques.
Diretórios estaduais devem definir palanques na eleição
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que teve a candidatura ao Senado oficializada no evento, defendeu a posição paulista. “Com todo o respeito à executiva nacional, aqui em São Paulo não tem neutralidade nenhuma”, afirmou.
Derrite disse a jornalistas que a decisão em São Paulo pode influenciar outras articulações regionais. “Essa convenção da União Progressista, que é a primeira a ser realizada, e essa declaração de apoio por parte dos presidentes e dos principais candidatos, eu acho que pode gerar uma corrente para que isso aconteça com outros partidos aqui em São Paulo e, quem sabe, no Brasil”, declarou.
A falta de apoio formal da direção nacional pode afetar o tempo de propaganda de Flávio Bolsonaro no rádio e na TV. A Folha de S.Paulo apontou que o senador terá 20% menos tempo que o presidente Lula (PT) caso não feche alianças com outras siglas. O Republicanos também ainda não declarou apoio ao filho de Jair Bolsonaro.
A convenção também formalizou o apoio de União Brasil e PP à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No discurso, Tarcísio citou ações do governo Jair Bolsonaro, declarou apoio a Flávio e atacou Fernando Haddad (PT), a quem chamou de “pior prefeito” de São Paulo e “melhor ministro da Fazenda do Paraguai”.
Outras lideranças discursaram no evento, entre elas o presidente da Alesp, André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), cotada para ser vice na chapa presidencial, também participou. O PL deve oficializar a candidatura de Flávio no sábado, em convenção marcada para a Arena Pacaembu, em São Paulo.




