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Rio de Janeiro

Redes sociais de Garotinho são suspensas após voto do TJ-RJ que manteve ação do Previcampos

Por Atualizado em 8 Jul 2026, 15h39 3 min de leitura Expresso Rio
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As redes sociais do ex-governador Anthony Garotinho ficaram temporariamente indisponíveis neste domingo, justamente durante a repercussão de publicações relacionadas ao voto proferido pelo desembargador Juan Luiz Souza Vazquez, da 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em processo que envolve o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Campos dos Goytacazes (Previcampos).

Segundo informações divulgadas por páginas de terceiros e pessoas ligadas ao ex-governador, a indisponibilidade teria sido causada por supostos ataques automatizados, conhecidos popularmente como bots. Até o momento, não há confirmação pública independente sobre a origem da instabilidade.

A página voltou a funcionar normalmente no fim da tarde deste domingo (07), após algumas horas fora do ar.

A ocorrência coincidiu com a ampla circulação de conteúdos relacionados ao julgamento do Agravo de Instrumento nº 0000959-58.2026.8.19.0000, que tramita na 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O julgamento ocorre em sessão virtual iniciada em 2 de junho e prevista para ser encerrada em 9 de junho. O recurso está vinculado ao processo principal nº 0012078-23.2016.8.19.0014, em tramitação na 1ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes.

No voto já disponibilizado no sistema do Tribunal de Justiça, o desembargador Juan Luiz Souza Vazquez manifestou-se pelo provimento do recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, defendendo o prosseguimento da ação de improbidade administrativa relacionada à gestão do Previcampos.

Entre os agravados estão a ex-prefeita Rosinha Garotinho, o ex-governador Anthony Garotinho, ex-secretários municipais, antigos dirigentes do instituto previdenciário, gestores públicos e o Município de Campos dos Goytacazes.

De acordo com a ação, o Ministério Público sustenta que, a partir de 2012, teriam sido promovidas alterações legislativas e administrativas no sistema previdenciário municipal sem estudos técnicos, financeiros e atuariais considerados adequados.

Segundo a acusação, as mudanças teriam transferido para o Previcampos obrigações anteriormente suportadas pelo Tesouro Municipal, contribuindo para o agravamento do desequilíbrio financeiro do regime próprio de previdência dos servidores.

O processo também menciona parcelamentos de débitos previdenciários, alterações nas regras de custeio, limitação de penalidades por atrasos nos repasses e a criação de complementação previdenciária sem respaldo técnico suficiente.

Além disso, o Ministério Público afirma que informações relevantes não teriam sido comunicadas de forma adequada aos órgãos federais responsáveis pela fiscalização dos regimes próprios de previdência.

Ao analisar o recurso, o relator apontou a existência de elementos que, em sua avaliação preliminar, justificam a continuidade da ação judicial para aprofundamento da apuração.

Entre os pontos mencionados estão:

Edição de normas sem estudo atuarial adequado;

Possíveis inconsistências em informações encaminhadas ao Ministério da Previdência;

Questionamentos sobre a utilização do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP);

Necessidade de aprofundamento da análise das responsabilidades dos agentes públicos envolvidos.

O julgamento ainda está em andamento e os demais integrantes da Câmara deverão apresentar seus votos até o encerramento da sessão virtual.

Não há comprovação de relação dos fatos pelo ex-governado.

A causa da instabilidade da página também não foi oficialmente exposta nas redes sociais pelo candidato a governador do Rio.

O caso segue acompanhando tanto o andamento do julgamento no Tribunal de Justiça quanto eventuais esclarecimentos sobre a interrupção temporária das contas do ex-governador.

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