Ramagem é liberado nos EUA após prisão por imigração; aliados citam Trump e governo Lula cobra retorno

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Imagem: Reprodução

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem deixou de constar na lista de detidos das autoridades migratórias dos Estados Unidos e já está em casa com a família, na Flórida, após ter sido preso por questões imigratórias. A liberação ocorreu nesta quarta-feira (15), dois dias depois da detenção, e provocou reações imediatas entre aliados políticos, que passaram a agradecer ao ex-presidente Donald Trump.

A retirada do nome de Ramagem dos registros oficiais foi confirmada por agentes da Polícia Federal e por pessoas próximas ao ex-parlamentar. Entre eles, o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Paulo Figueiredo divulgaram que o ex-deputado não aparece mais no sistema do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) nem nas listas do condado de Orange.

Um dia antes da liberação, autoridades locais haviam divulgado uma imagem de Ramagem sob custódia, vestindo um moletom verde. Apesar da confirmação da prisão, não foram detalhadas oficialmente as circunstâncias que levaram à detenção.

Documentos do Departamento de Segurança Interna dos EUA indicavam que o ex-deputado estava com o visto de turista vencido, situação que poderia resultar em deportação. No entanto, aliados sustentam que, após reavaliação administrativa, a condição migratória foi considerada regular.

Paulo Figueiredo afirmou ter participado das articulações para a liberação e negou qualquer pagamento de fiança. Segundo ele, o caso foi resolvido internamente pelas autoridades americanas. “Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular”, declarou. Ele também disse que Ramagem não responderá a acusações criminais no país.

Nas redes sociais, Allan dos Santos comemorou o desfecho. Já o deputado Eduardo Bolsonaro agradeceu diretamente a Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio, afirmando que Ramagem “merece asilo” nos Estados Unidos.

A prisão ocorreu na segunda-feira (13). De acordo com a Polícia Federal, a ação teria sido resultado de cooperação internacional com autoridades norte-americanas. Pessoas próximas ao ex-deputado, porém, contestam essa versão e afirmam que o episódio começou após uma infração de trânsito leve, que levou a uma verificação de sua situação migratória.

Ramagem, que foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e um mês de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, além de perder o mandato parlamentar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o ex-deputado deve retornar ao Brasil para cumprir a pena. “Ele foi condenado a 16 anos neste país. Tem que voltar para cumprir sua pena”, afirmou em entrevista.

O caso permanece cercado por versões divergentes sobre as causas da prisão e da posterior liberação. O futuro de Ramagem dependerá de possíveis desdobramentos envolvendo cooperação internacional e eventuais medidas relacionadas à deportação.

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